O torcedor que não sabe muito sobre o adversário do Botafogo na Copa Sul-Americana não tem porque se preocupar. Nem mesmo os paraguaios sabem muitas informações sobre o Sol de América, pequeno clube de Villa Elisa, na região metropolitana da capital Assunção.

Oitavo colocado entre 12 times no último Apertura, o “Dançarino”, como é conhecida a equipe no Paraguai, trocou de técnico três vezes só em 2019 e não vem bem das pernas: nas últimas 15 partidas, perdeu oito.

O atual treinador, o argentino Javier Sanguinetti, não tem lá um bom retrospecto: quatro vitórias, dois empates e seis derrotas em 12 jogos.

Ainda assim, o clube deposita suas esperanças na Copa Sul-Americana. Sem correr riscos de rebaixamento no Torneio Clausura pela média de pontos nas últimas temporadas, o Sol de América quer ir longe na competição.

— A equipe costuma jogar no contra-ataque. Os meias Hernán Fredes, Matías Pardo e Federico Jourdan são rápidos e costumam levar perigo. O centroavante funciona às vezes como meia, voltando para armar o jogo. Não é um time ruim, mas tem problemas de acerto — destaca o jornalista Maurício Caballero, do canal “Tigo Sports”.

O ponto fraco da equipe está na defesa, que foi a mais vazada do Apertura, com 43 gols sofridos, praticamente dois por jogo — são 22 rodadas na competição. O goleiro Rubén Escobar não inspira confiança e sofre com críticas da torcida.

O estádio Luis Alfonso Giagni não é um alçapão. A capacidade é pequena, para 7.000 torcedores, e o clube costuma jogar melhor como visitante.

— O gramado é um dos melhores do Paraguai. O time é irregular em casa, perdeu para os grandes lá. Mas não vejo vida fácil para o Botafogo — resumiu Wilson González, da rádio “ABC Cardinal”.

Fonte: Extra Online