O Botafogo terá o mês de dezembro e parte de janeiro para planejar como será o seu departamento de futebol, elenco e comissão técnica para a próxima temporada. O clima de indefinições pelos lados de General Severiano impedem qualquer tipo de projeto ou negociação. Primeiro porque o presidente Maurício Assumpção vai deixar o cargo no dia 26 de novembro, um dia depois da eleição presidencial no clube.

O Alvinegro tem quatro candidatos à presidência e todos com ideias bem distintas, apesar de estarem trabalhando em trégua pelo bem do clube. Disputam as eleições para mandato no próximo triênio Carlos Eduardo Pereira, do “Mais Botafogo”, Marcelo Guimarães, do “Grande Salto”, Thiago Cesário Alvim, do “Por Amor ao Botafogo” e Vinicius Assumpção, do “Movimento Carlito Rocha”.

O próximo presidente terá que fazer definições importantes já nos primeiros dias. O clube vai negociar a renovação de patrocínio com a Guaraviton, que, em 2014, trouxe R$ 28 milhões aos cofres do Glorioso. O futuro com a Puma, fornecedora de material esportivo, também está em aberto. Como a atual diretoria adiantou a verba de R$ 6 milhões referentes à primeira fase do próximo Campeonato Carioca, não haverá receita com televisão até que comece a Copa do Brasil ou que o time passe para a fase decisiva do Estadual.

O futuro presidente terá que definir inclusive situações envolvendo as dependências do Alvinegro. O clube negocia com o Comitê Olímpico da Rússia a cessão das instalações de General Severiano durante os Jogos Olímpicos de 2014. Para isso, existe a expectativa de que o Botafogo consiga arrecadar entre R$ 8 e R$ 10 milhões. Fora isso, o futuro presidente vai precisar conduzir os procedimentos referentes à perda de receita com a interdição do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. O clube vai acionar juridicamente a Prefeitura em busca de uma indenização.

“A perda de receita é de, no mínimo, 20 milhões de reais por ano por conta do estádio fechado”, avisou Maurício Assumpção, que contratou um escritório de advocacia para analisar a situação.

Outra indefinição que também terá um grande impacto no futuro do clube, é a permanência ou não na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Faltando seis rodadas para o término da disputa, o Glorioso figura na zona de rebaixamento com 33 pontos conquistados. Se a queda for confirmada, a receita para investimentos será muito reduzida e a diretoria terá que trabalhar com uma folha salarial enxuta.

A própria definição do elenco será impactada. Principal ídolo da torcida, o goleiro Jefferson dificilmente permanecerá no clube no caso de um rebaixamento. O jogador, que é considerado o titular da Seleção Brasileira com o técnico Dunga, pode perder espaço no time canarinho disputando a Série B do Brasileirão.

É neste cenário de indefinições que o time segue se preparando para a partida contra o Atlético-PR, neste sábado, às 21 horas (de Brasília), no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Nesta sexta-feira, o técnico Vagner Mancini comandará o último treino antes da partida e deverá confirmar a escalação que vai a campo. Caso conquiste um resultado positivo contra os atleticanos, o Botafogo tem boas chances de terminar o fim de semana fora da zona de queda.

Fonte: Gazeta Esportiva