Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade.

Jogos

Copa do Brasil

14/04/21 às 21:30 - Frasqueirão

Escudo ABC
ABC

X

Escudo Botafogo
BOT

Campeonato Carioca

10/04/21 às 21:05 - Raulino de Oliveira

Escudo Volta Redonda
VRE

2

X

2

Escudo Botafogo
BOT

Campeonato Carioca

04/04/21 às 17:00 - Giulite Coutinho

Escudo Botafogo
BOT

1

X

1

Escudo Portuguesa
POR

Inspirado em Jefferson, Saulo segue passos do ídolo: ‘Quero dar títulos e alegrias’

comentários

Compartilhe

Uma jovem promessa do Botafogo vem ganhando espaço, aos poucos, no time da estrela solitária. Com uma trajetória muito semelhante á de Jefferson, Saulo Ferreira vem trilhando um caminho que pode dar ao Glorioso mais um ídolo debaixo das traves. O goleiro da base alvinegra participou do quadro ‘A Prata da Casa que Vale Ouro’, da Super Rádio TUPI, e contou um pouco sobre como iniciou a carreira no futebol.

“Comecei na escolinha, em Barrero. Aí comecei a me destacar nas partidas contra os times grandes, até que surgiu o convite do Cruzeiro. Aí não pensei duas vezes, né? (risos). Um time grande, então fui e fiquei mais ou menos nove meses. Depois fui para o Atlético-PR, onde fiquei onze meses, depois saí e fui para Alagoas, no Corinthians Alagoano. Lá fiquei um ano e seis meses, até que acabou o time de juniores. Depois vim para o Botafogo e fiquei.”

No Botafogo, Saulo contou com a ajuda do destino para poder chegar onde está. Ele que já foi quarto goleiro da categoria de juniores, hoje figura no elenco profissional.

“Quando cheguei no sub-20 era o quarto goleiro. Sempre utilizavam três. Como eu não estava sendo aproveitado, fui fazer a pré temporada com o elenco profissional em Saquarema e quando voltei já estava como terceiro goleiro. Com o bom desempenho nos treinos, passei para a reserva imediata, comecei a ficar no banco. Com uma infelicidade do titular na época, que machucou o joelho, eu pude estrear. Joguei contra o Madureira na quarta rodada da Taça Rio no ano passado. Fui bem, fiquei sem tomar gols. E acabou que o goleiro titular voltou para o Juventude, porque estava emprestado aqui no Botafogo. Assim me mantive.”

Curiosamente, a história do jovem goleiro se assemelha muito com a de Jefferson, titular absoluto da meta alvinegra e da Seleção Brasileia. O início da carreira como atacante, revelado pelo Cruzeiro, dentre outros aspectos, são caprichos da vida que fazem dele um seguidor fiel do companheiro de treinos, o que é declaradamente um motivo de orgulho.

“Antes de vir para o Botafogo eu já conhecia o trabalho do Jefferson. Ele estreou com dezessete anos, o que é raro, principalmente um goleiro. Ainda é cedo para falar em comparações com o Jefferson. Depois que vir para cá, e passei para os profissionais, o conheci melhor. É um cara com caráter excepcional, dentro e fora de campo. Me inspiro muito nele. Sempre que ele está treinando fico reparando. É um goleiro de Seleção Brasileira, espero um dia estar no mesmo nível dele.”

Com a convocação de Jefferson e Andrey para a Seleção principal e Sub-21, respectivamente, Saulo tem ganhado espaço do Botafogo. Ele, que inclusive foi elogiado por Vagner Mancini, já tem um objetivo fixo em mente para os próximos meses e anos.

“Quero me manter. Agora quero ficar firme nos profissionais. Este é meu primeiro ano de profissional, estou treinando e quero me manter. Preciso ir bem para permanecer no time principal e poder fazer minha estréia”

Confira abaixo outros temas da entrevista

Quando começou a jogar futebol?

“Comecei com uns sete ou oito anos de idade. Sempre brincava de bola na rua com os colegas, depois meu pai me colocou em uma escolinha e hoje estou aqui no Botafogo”

Sempre foi goleiro?

“Eu não era goleiro, era atacante. Era alto, centro avante, mas sempre faltava goleiro. Aí um dia decidi ir para o gol, para brincar. Acabou que fechei o gol, peguei pênalti e comecei a gostar. Na linha eu não jogava muito bem, então fiquei no gol e gostei.”

É uma função ‘ingrata’?

“É sim, bastante cobrada. Se acerta é o herói do jogo, mas se erra é vilão.”

Quem foi fundamental na sua formação como jogador de futebol?

“Meu pai. Ele sempre esteve comigo. Foram muitos, na verdade, mas meu pai sempre me levou nos jogos, me ajudou com material esportivo. A pessoa mais importante para estar aqui com certeza é ele.”

Seu pai também jogava futebol?

“Não, só pelada mesmo. (risos) Sempre fui vê-lo nos jogos de várzea. Ele é lateral esquerdo, mas nunca chegou a jogar em um clube. Só por prazer mesmo”

Está no Botafogo há quanto tempo?

“Cheguei em setembro do ano passado, deve ter um ano e um mês. Cheguei para fazer um teste e passei, graças a Deus. Assim consegui me firmar no grupo. Foi um teste já com o elenco da base do Botafogo.”

Após assumir a titularidade no Sub-20, como foi seu desempenho?

“A partir do momento em que estreei, fiquei sete rodadas sem sofrer gols. Depois até aconteceram alguns gols, normais de jogo, mas mantive a regularidade. Apenas sete gols no campeonato. Até hoje a gente fala desse título, que foi muito importante para nós.”

Existe muita diferença entre o profissional e os juniores?

“Bastante. Juniores é um nível alto aqui no Rio de Janeiro, mas no profissional não se compara. É tudo diferente, quando você olha até pensa se é de verdade mesmo. O nível das competições é bem diferente.”

O que é mais difícil: Chegar aos profissionais ou se manter?

“Acho que chegar foi mais difícil. Passei por muitas dificuldades no futebol. Sempre que eu saía de um time, batia um desânimo, uma vontade de parar. Mas graças ao meu pai, e com muita fé em Deus, consegui chegar aqui. Mas foi bem difícil.”

Acredita em Deus?

“Sim. Sou evangélico, meu ponto de equilíbrio é Ele. Minha fé é sempre n’Ele.”

Qual foi o momento mais difícil da sua carreira até aqui?

“Foi quando eu saí do Corinthians Alagoano. Naquele momento eu parei, fiquei um bom tempo em casa e com vontade de parar. Mas depois pensei em não parar, voltei a treinar no time de um cara que me ajuda, que me trouxe para fazer o teste no Botafogo e Deus abriu uma porta aqui para mim.”

Que título você pode citar como mais importante para você?

“Com certeza foi o Campeonato Carioca Sub-20. Foi a mais importante da minha carreira. Vencer o Fluminense nas Laranjeiras foi muito difícil, o time deles tem um preparo muito bom na base. Foi um jogão, nosso time também foi muito bem. Nas Laranjeiras eles tiveram torcida a favor, ganhar lá foi muito difícil.“

Quem é o seu ídolo?

“No futebol é o Jefferson. Me espelho bastante nele. É uma excelente pessoa, dentro e fora de campo. Sempre me ajuda, me dá conselhos… é meu ídolo. É da Seleção Brasileira, um dos melhores que vi jogar.”

Com tantas semelhanças com o Jefferson, a Seleção Brasileira pode ser mais uma futuramente?

“Claro. Essa é a mais importante. É um sonho chegar na Seleção Brasileira. É o nível mais alto que um jogador pode alcançar. O maior sonho é ser campeão do mundo pela Seleção.”

Já jogou no Maracanã?

“Nunca joguei, mas tenho muita vontade. Fui ver um jogo do Botafogo, a torcida encheu, e isso só aumenta a vontade de atuar lá, com o torcedor lotando o estádio.”

Como é a torcida da sua família?

“Sempre é assim: onde eu estiver, eles torcem. Hoje estou no Botafogo, então eles querem o meu bem e o do Botafogo. Assim também acontecia no Cruzeiro.”

Onde você mora?

“Estou morando no Caio Martins, lá tem alojamentos. Conquistar esse Carioca foi muito especial.”

Mensagem para a família?

“Eles estão distantes, mas estão torcendo por mim. Quero mandar um abraço para todos, estou com muitas saudades. Um beijo também para a Stefany Canazart, minha amiga do coração.”

Torcida do Botafogo

“Mando um abraço para a torcida do Botafogo. Espero dar muitas alegrias para essa torcida. Estou á disposição do clube. Quero dar muitos títulos e alegrias para este clube.”

Comentários