O inesperado acabou por transformar uma noite gelada em um caloroso e revigorante resultado para o Botafogo em Florianópolis, na quarta-feira. Mais que ajudar o time a empatar em 2 a 2, nos acréscimos, o jogo com o Figueirense, pela Copa do Brasil, o gol de Luis Ricardo foi reflexo de um time que melhora e ganha confiança com o passar do tempo para seguir na trajetória de volta à elite.

Sem escalas, o alvinegro seguiu do Sul para o Centro-Oeste. Em Brasília, enfrentará o Atlético-GO, amanhã, pelo Brasileiro da Série B. O time já tem um desempenho nas duas primeiras rodadas acima do apresentado na campanha de 2003, quando disputou a segunda divisão pela primeira vez.

Naquele ano, o Botafogo só conseguiu a primeira vitória na terceira rodada: havia perdido na estreia para o Vila Nova e empatado com o Remo, na segunda. A vitória só viria nos 3 a 0 sobre o CRB-AL, fora de casa, no Estádio Rei Pelé, em Alagoas.

Estabelecida como meta principal, a volta à elite recebe energia e otimismo dos jogos periféricos, sejam eles do Carioca, no qual o time chegou à final, ou da Copa do Brasil. Mais que construir o resultado que põe o time na vantagem de poder empatar por 0 a 0 ou 1 a 1 com o Figueirense no jogo de volta, o gol no fim deu mais confiança ao time.

— É difícil o Botafogo passar em branco. Os jogadores sabiam que uma hora o gol sairia. É a nossa característica — declarou René Simões.

Com um ataque positivo, dificilmente o alvinegro ficará por baixo na tabela. Na briga pela primeira posição, tem três pontos a menos que o Náutico e Macaé, que já jogaram na rodada, e Sampaio Corrêa, todos com seis pontos. Só perde no saldo de gols para o Macaé: 7 a 5.

— O Botafogo busca muito o gol — explicou René.

— Futebol vive de gols, e eu, modéstia à parte, sei fazer — brincou Luis Ricardo, o salvador da última quarta-feira, candidato a repetir o feito amanhã.

Fonte: O Globo Online