O ano mal começou e o Botafogo já amarga uma eliminação precoce na Copa do Brasil – superado pelo Aparecidense-GO, da Quarta Divisão nacional. Com isso, os protestos de sua torcida se avolumam. Vaias em jogos do Carioca se somam agora à reação de alguns torcedores que estiveram na quarta (7) no Aeroporto Santos Dumont a fim de hostilizar os jogadores na chegada do grupo que vinha de Goiás.

O jogo com o Flamengo, pela semifinal da Taça Guanabara, sábado, em Volta Redonda, pode servir como um divisor de águas para o Alvinegro. Se ganhar e depois conquistar o turno em partida contra Boavista ou Bangu, a crise se dissolverá – ou ficará hibernada.

No caso de derrota para o rival, já há no clube quem garanta que o técnico Felipe Conceição se desligue do comando ainda em Volta Redonda.

Para piorar a situação, muitos torcedores não gostaram de ver o goleiro Jefferson sorrindo em campo após o time ser eliminado pelo Aparecidense. Em redes sociais, grupos de alvinegros comentaram que o salário do goleiro, cerca de R$ 400 mil mensais, poderia ser suficiente para arcar com as despesas de todo o futebol do clube goiano.

A fase irregular do time tem a ver com vários fatores. O principal deles, a falta de dinheiro. Isso impossibilitou o clube de trazer reforços e, mais grave, o obrigou a se desfazer de seus dois principais jogadores de 2017 – o meia Bruno Silva e o atacante Roger.

Para o jornalista botafoguense Marcio Guedes, da TV Brasil, o Botafogo hoje é um time sem fibra e com uma estrutura de futebol precária e amadora. “O mais indignado torcedor do Botafogo merece respeito. Estão esperando uma goleada do Flamengo para tomar providências. E se por acaso ganhar, vão dizer que é um timaço. Podem se preparar que este ano será um pesadelo.”

Fonte: Terra