Finalmente chegou ao Botafogo a referência técnica que o ataque precisava. Agora, é natural que, a partir de Diego Souza, a equipe de Zé Ricardo se modifique e evolua. E uma prévia desta projeção foi vista no clássico deste domingo, contra o Fluminense. Abaixo, o que percebemos da primeira partida do novo camisa 7 do Glorioso.

Ao longo de todo o primeiro tempo, foi nítida a dificuldade do centroavante para entender quando precisaria abrir espaço e quando era necessário tabelar ou esperar na área. Normal para os primeiros minutos com novos companheiros. Mais normal ainda para um meio-campo lento e para uma equipe que já vem com problemas do tipo desde janeiro.

O cenário melhorou sensivelmente no segundo tempo, facilitado pelo gol marcado com menos de um minuto. E dois fatores foram emblemáticos na tal jogada: a assistência de Diego – que participa, portanto, diretamente de um gol logo na estreia – e a penetração de Alex Santana à área. Quando este volante participa ofensivamente, esse Botafogo em busca de identidade se faz melhor.

Uma jogada já ficou clara. Pela altura (1,86m) e força física (80kg), Diego Souza passou a ser referência para cobranças de laterais ou até quando Gatito Fernández precisava chutar nos tiros de meta. Mas quase sempre com Erik bem próximo, para aproveitar sua velocidade. Não houve tentas jogadas a partir deste detalhe aéreo, mas a tendência é, com o tempo, haver aprimoramento. Os dois conversaram bastante no decorrer do jogo e o gol de empate contou com troca de passes entre eles.

A presença de um centroavante capaz de fazer o papel de pivô – e já o fez neste domingo – e com reconhecida capacidade técnica deverá ser importante para o Glorioso. Esta mesma equipe que, nesta temporada, ainda não tem jogadas claras e tão pouco finaliza.

A partir do camisa 7, Zé Ricardo poderá aproveitar o melhor dos demais, desenvolvê-los. E terá condições de combinar o apoio dos laterais com a criação de um meio-campo repleto de opções, mas ainda indefinido.

Fonte: Terra