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Jair Ventura recorda passagem pelo Botafogo: ‘Trabalho foi extraordinário pelos feitos inéditos’

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Jair Ventura - Botafogo x Flamengo (FOTO: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)
Vitor Silva/SS Press/Botafogo

O técnico Jair Ventura, ex-Botafogo, Santos e Corinthians, participou nesta quinta-feira de live transmitida pelo perfil Entrelinhas do Jogo no Instagram. Um dos temas foi a passagem pelo Glorioso, no qual foi treinador entre 2016 e 2017.

Jair Ventura contou como foi armar aquele time e classificou o trabalho como “extraordinário pelos feitos inéditos”. O Botafogo estava na zona de rebaixamento em 2016 e arrancou para a classificação na Libertadores. No ano seguinte, chegou longe na Copa do Brasil e na Libertadores com boas campanhas, mas não conseguiu títulos nem retornar para a competição internacional.

– Pelo momento do Botafogo, se eu tento propor, como vou impor estilo de jogo quando assumi o time no Z4? Mostro trabalho e rebaixo o time? Ali era momento de dar resultado e conseguimos feito inédito no futebol brasileiro. Era água no pescoço, estava em 17º e terminou em quinto. Em 19 jogos terminamos na Libertadores. O objetivo principal era livrar do rebaixamento, não pela grandeza do Botafogo, mas pelo momento. O clube vinha da Série B, orçamento pequeno, elenco bom, mas enxuto. Entrei em um jogo com três atacantes, não tinha opção no banco para mexida, não tinha outro atacante de velocidade. Se quer mostrar trabalho, pode fazer diferente. Mas se rebaixa o clube, entra no mercado? Seria injusto pensar em mim antes da instituição. Fizemos o que tinha que ser feito. Foram 99 jogos, 10 anos de clube, momento muito bom, até que recebi a proposta do Santos, deixando claro que o Santos pagou minha multa, fui levar meu trabalho para a maior metrópole da América que é São Paulo. Experiência muito boa. Se o trabalho fosse ruim no Santos, não tinha chance de chegar a um arquirrival como o Corinthians. Não teve feito inédito, só o gol do Rodrygo, mais jovem brasileiro a fazer gol na Libertadores. Mas não foi perto do que foi no Botafogo, o famoso extraordinário. Botafogo foi trabalho extraordinário pelos feitos inéditos, Santos foi regular. Que bom que esperavam mais, é porque sabem que você pode dar. Trabalho regular em clubes desse tamanho não serve, espero que na próxima vez seja extraordinário – afirmou Jair Ventura.

Premiações e revelação de jogadores

No trabalho seguinte, no Corinthians, Jair Ventura eliminou o Flamengo na semifinal e foi vice-campeão da Copa do Brasil. Ele lembrou que, além de títulos, o técnico também tem parcela de contribuição financeira para os clubes.

– O treinador não deixa de ser um aporte. No Corinthians chegamos à final da Copa do Brasil, ah perdeu, mas tem a premiação de R$ 20 milhões. No Botafogo quando chega à semifinal de Copa do Brasil e quartas a Libertadores, traduz em dinheiro para o clube. Não ganhou, mas existem situações em que sai na primeira fase, imagine o prejuízo? Joguei duas Libertadores, nas duas nos classificamos em primeiro. É muito importante pensar em clube como um todo, antes do próprio trabalho. Tem que ajudar o clube dentro da realidade. Se não tem dinheiro para contratações vai olhar para a base, importante saber lançar. Hoje tem dois jogadores que trabalharam conosco, Rodrygo e Matheus Fernandes, um no Real Madrid e outro no Barcelona. Lógico que se é chamado de burro algumas vezes, mas é muito gostoso quando planeja, tudo dá certo em campo e vê a vida de jovens jogadores mudarem – explicou Jair, que citou também os casos de Igor Rabello e Sassá.

Fonte: Redação FogãoNET e Instagram Entrelinhas do Jogo

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