Terceiro jogador com mais partidas na história do Botafogo, atrás apenas de Nilton Santos e Garrincha, Jefferson se aposentou em 2018, com vitória por 2 a 1 sobre o Paraná. Em participação no programa Resenha ESPN, da ESPN Brasil, ele explicou os motivos que o levaram a parar.

Jefferson contou que a lesão no tríceps, que o deixou ano e meio sem jogar e o afastou da Seleção Brasileira, teve seu peso. Mas ele ainda tinha esperança de voltar a se firmar no Botafogo em 2017, até ser barrado por Jair Ventura. Gatito Fernández assumiu a posição.

– Foram muitas coisas. Graça a Deus sempre joguei em alto nível, me cobrei, me doei muito ao futebol. Quando você começa a ter a decadência, se cobra muito, a recuperação não é a mesma, precisa treinar muito mais que os outros. Quando me machuquei, estava com 33 anos, fiquei um ano e meio parado. Você não volta na mesma condição. Era um problema para ficar quatro meses parado, me atrasou muito. Perdi espaço na Seleção. Isso acaba desmotivando – explicou.

– O último suspiro, esperança, que eu tinha era que quando voltei em 2017, contra o Atlético-MG, fui bem. Falei que queria voltar não pelo nome, mas por estar bem. Voltei, peguei pênalti (de Rafael Moura), tive sequência de jogos. Tinha esperança de continuar jogando. Só que joguei 7 ou 8 jogos e me colocaram no banco. Não desmerecendo o Gatito, que estava machucado. O técnico era o Jair Ventura. Ali falei: “É a hora”. Ia ter que voltar tudo do zero, com cobranças de salário alto, estar no banco, não vale a pena. Não quero entre aspas ficar roubando o clube, quero dar espaço para outro – acrescentou.

Em 2018, com Gatito lesionado, Jefferson voltou a ter oportunidades. Porém um forte choque com Lucas Paquetá, do Flamengo, ocasionou uma grave lesão no pescoço.

– Foi um sinal para eu parar mesmo. Volto de novo, tenho lesão novamente, mais tempo parado. Falei que era a hora mesmo, tinha que parar – resumiu.

Fonte: Redação FogãoNET e ESPN Brasil