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Jefferson lembra defesa em pênalti de Adriano pelo Botafogo em 2010: ‘Segundo momento mais marcante da carreira’

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Jefferson lembra defesa em pênalti de Adriano pelo Botafogo em 2010: ‘Segundo momento mais marcante da carreira’
Fernando Soutello/AGIF/BFR

Jefferson é o terceiro jogador com mais partidas disputadas na história do Botafogo. Com certeza possui seu nome estampado em General Severiano e no Estádio Nilton Santos. O primeiro passo rumo a este reconhecimento foi a final do Campeonato Carioca de 2010, que completa dez anos neste sábado. O goleiro, em entrevista exclusiva ao LANCE!, relembrou o título.

– Aquele título foi muito importante para a minha carreira. Eu vinha quatro anos da Turquia e cheguei em 2009 no Botafogo. A gente sabe que tem certa desconfiança e eu precisava conquistar um título e fazer grandes jogos para receber o carinho dos torcedores. Foi muito mais do que eu esperava. Nos livramos do rebaixamento (em 2009) e fomos campeões em 2010, montamos uma grande equipe – afirmou.

O camisa 1 havia retornado para a segunda passagem no Botafogo na metade de 2009, vindo do Konyaspor-TUR. Jefferson havia ajudado o Alvinegro a superar a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, mas sabia que precisava de um título para entrar, de vez, nas graças da torcida. Dito e feito.

– Quando eu voltei para o Botafogo, sabia da situação do clube e que estavam na zona de rebaixamento. Precisava mostrar o meu valor, tanto que o contrato que tinha assinado era só até dezembro, era só. Nos primeiros jogos já fui bem, escapamos do rebaixamento, mas eu precisava conquistar o carinho dos torcedores. Aquele jogo de 2010 foi muito mais do que eu esperava. Fazer uma campanha daquela e chegar na final pegar um pênalti do Adriano, a cavadinha do Loco Abreu… Foi mais do que eu esperava. E logo depois surgiu a convocação para a Seleção Brasileira. Foi tudo muito rápido – relembrou.

O Botafogo passou por altos e baixos naquele Carioca. Na terceira rodada da Taça Guanabara, o primeiro turno, o Alvinegro foi derrotado pelo Vasco por 6 a 0, em casa. Após o resultado negativo, Joel Santana virou o treinador e a equipe engrenou, vencendo os dois turnos e, consequentemente, levantando o troféu.

– Foi um título em cima do maior rival, podendo pegar um pênalti do Adriano, na época um os melhores jogadores do mundo. Lembro que foi uma competição muito difícil. A gente perdeu um jogo muito triste para o Vasco, o 6 a 0, e na reunião que tivemos depois do jogo o Alessandro, lateral, sacudiu todo mundo. Estavam todos de cabeça baixa e ele disse “Olha, a gente pode ter perdido hoje, mas eu sei que vamos ser campeões com essa equipe”. Todo mundo inflamou ali, acreditamos demais nas palavras do Alessandro. Depois daquele jogo a gente se fechou muito. Para mim, particularmente, foi muito importante. Ainda mais para o Botafogo, que havia perdido nos últimos três anos para o Flamengo. Foi um jogo que ficou na história e depois eu realmente tive o carinho dos torcedores – contou o ex-goleiro.

O pênalti contra Adriano

Se Loco Abreu e Herrera resolveram na final da Taça Rio contra o Flamengo, Jefferson teve responsabilidade no lado oposto do gramado. Aos 33 minutos do segundo tempo, quando o Botafogo vencia por 2 a 1, Adriano teve a chance de empatar a partida, de pênalti, mas parou nas luvas do camisa 1.

– Sendo sincero, nunca fui muito de ficar estudando pênalti. Vou mais no feeling no momento da batida. Mas a gente assiste televisão, acaba conhecendo os jogadores, principalmente o Adriano, qualquer um conhece. Sabia que o canto forte dele era o meu esquerdo. Ele era canhoto, bateria cruzado, mas eu sabia que se eu desse uma passada antes ele mudaria a direção. A hora que ele colocou a bola eu decidi que iria esperar. Penso que, em uma final no Maracanã lotado, o jogador vai bater no canto forte dele. Meu pensamento foi esse, esperei ele definir e pulei para a bola – disse.

Jefferson relembra a história com orgulho. Com mais de 350 jogos pelo Botafogo, o ex-goleiro afirma que a defesa na cobrança do Imperador foi o segundo momento mais marcante da carreira.

– Ficaria em segundo. O primeiro é o pênalti do Messi. Esse lance do Adriano foi muito importante na minha carreira e no Botafogo por tudo que gerou, mas o chute do Messi abrange muito mais a questão do Jefferson em si representando o Botafogo na Seleção Brasileira. Defendi o pênalti do melhor jogador do mundo em um Brasil contra Argentina. São duas defesas que para mim ficam em primeiro e segundo – enumerou.

Mais declarações de Jefferson:

Pressão para vencer o Flamengo
– A pressão interna, vou ser sincero, sempre que é um jogo contra o Flamengo, tem um clima diferente. Os diretores, os treinadores… todos agem diferente. Quando a gente foi fazer a final com certeza mudou uma chave. Veio gente de fora dar palestra, você via o semblante dos diretores, aquela apreensão, os torcedores também. Eu ouvi na rua naquela época “Jefferson, pelo amor de Deus, a gente não pode perder esse ano. Eu sei que você não tava aqui (nos outros três anos), mas agora você faz parte disso”. Também cheguei a ouvir que era melhor para o Botafogo ter saído antes para não enfrentar o Flamengo. Automaticamente havia uma pressão. Era um jogo diferente. A gente não queria ficar gravado na história por ter perdido de novo. Entramos totalmente ligados.

Loco Abreu e Herrera
– Eu não estava nos outros três anos, mas quando você chega você acaba fazendo parte e a pressão existia. Como eles eram jogadores que não eram brasileiros chegaram aqui com outra energia e outra visão. Na realidade é como se eles dessem uma injeção de realidade em todos nós pela experiência que eles tinham no futebol. O Loco chega com o propósito de fazer história no Botafogo. O diferencial dele era que ele não se lamentava pelas derrotas. Ele fazia o que tinha que fazer e virava a página muito rápido, essa é a característica de um vencedor. Aquilo contagiava os jogadores. Você estrear perdendo de 6 a 0 para um rival e conseguir se reerguer, aí entram os jogadores experientes para segurar a peteca.

Outros jogadores importantes
– O próprio Leandro Guerreiro, nosso capitão, o Lúcio Flávio, jogadores que se completavam. A nossa zaga, o Fábio Ferreira e o Antônio Carlos, fazia a diferença. A gente se completava.

Ficou nervoso na hora da cavadinha?
– Com certeza, até porque eu que fico do outro lado… A hora que ele dá a cavadinha, a bola ainda bate na trave. Na hora o coração ele sai e volta de novo. Eu convivi bastante com o Loco é importante dizer que tudo que ele fez nunca foi para humilhar ninguém. É um jogador diferenciado, ele fazia essas coisas porque queria ser diferente e ter confiança. Para bater um pênalti daquele jeito em uma final com o Maracanã lotado tem que ter muita personalidade. Foi de muita coragem.

Um dia antes da final
– A preparação antes do jogo foi muito mais emocional do que focada na parte física ou técnica. Me lembro que a gente se reuniu e, como a semana foi tensa, todos os jogadores foram para o seu quarto depois da janta. Parecia que a gente nem se falava. Geralmente a gente brincava de carta, ficava conversando. Naquele dia não teve nada. O dia seguinte fomos tomar café e era um silêncio. Foi algo mais psicológico mesmo.

Depois do apito final
– A comemoração…. Eu não dizer um alívio, mas é como se você lavasse a alma. Parece que a gente esbravejou aqueles três anos que perdemos para o Flamengo, colocamos tudo para fora. Realmente lavamos a alma. Foi uma festa impressionante.

Fonte: Terra

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