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Jefferson se orgulha: ‘Valeu a pena tudo para estar na história do Botafogo’

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Jefferson, ídolo do Botafogo
Reprodução/YouTube

Ídolo do Botafogo, Jefferson repassou a carreira, relembrou momentos no clube e na Seleção Brasileira e se declarou. O ex-goleiro e hoje empresário com 38 anos deu entrevista ao canal “Cariocão 2021”, destacou o orgulho de sua história no Glorioso e chegou até a cantar “Ninguém Cala”.

Jefferson é o terceiro jogador com mais partidas no Botafogo, atrás apenas de Nilton Santos e Garrincha.

Leia abaixo os principais trechos:

Chegada

– Tem o Levir (Culpi) e o Acácio, duas pessoas importantes para a minha chegada no Botafogo. Levir me conhecia do Cruzeiro e o Acácio me treinou no sub-20. Quando fui para o América de São José do Rio Preto, os dois disseram que me conheciam e me deram essa oportunidade. Mesmo o Botafogo na Série B, tive a oportunidade de participar do acesso.

– Quando cheguei no Botafogo o titular era o Max, que fez Série B excepcional. Sempre respeitei meus companheiros e sabia que minha hora ia chegar. No fim do ano fui convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 e fui campeão mundial. Quando voltei em 2004, com experiência e o título, Levir me viu preparado para assumir a titularidade. Foi aí que comecei minha jornada no Botafogo. Era um ano difícil, escapamos na última rodada, foi despedida do Valdo, fiz uma competição muito boa e atingimos nossa meta, que era a permanência. Em 2005, começamos o Brasileiro como líderes, tive proposta do Trabzonspor, da Turquia, e fui, mas disse que quando retornasse ao Brasil daria preferência ao Botafogo.

Título carioca de 2010

– Tem gosto especial. Quando voltei, em 2009, com o Botafogo na zona de rebaixamento, participei do grupo e permanecemos na Série A. Em 2010 eu tinha uma meta: provar que tinha condição de fazer história no Botafogo. Precisava mostrar para a torcida e para mim mesmo. Graças a Deus foi além do que eu imaginava. Fomos campeões em cima do maior rival e peguei pênalti do Adriano. Guardo a sensação até hoje. É um título muito importante na minha carreira.

Pênalti de Adriano

– Esse apelido de homem de gelo é pela concentração que eu tinha em campo. Dava um frio na barriga, mas no gramado esquecia de tudo, dos problemas, salários, bichos, só focava no campo. Por mais que fosse o Adriano para bater, nunca pensei que era um jogador de Seleção, tinha que me concentrar que era um batedor. Eu sabia o canto forte do Adriano, porque sempre estudávamos os batedores. Sabia que se esperasse o máximo possível ele ia bater no canto forte e eu poderia usar o que tinha de melhor, que era a explosão. Graças a Deus tive a felicidade de fazer belíssima defesa e ajudar o Botafogo a ser campeão.

Melhor clássico para vencer

– Falando de clássico, a maior rivalidade é com o Flamengo. Mas em todos os clássicos os treinadores brincavam que não precisava de preleção ou palestra, a gente já entrava pilhado. Às vezes tinha que acalmar os jogadores. Ganhar um clássico não tem palavras. Os jogadores se preparam para jogos decisivos, importantes, com estádio cheio. Era maravilhoso entrar no campo e ver os torcedores, eu gostava. A maior rivalidade era Botafogo x Flamengo.

Pênalti de Messi

– Graças a Deus consegui manter frieza e calma. Claro que antes da partida você estuda, mas durante a partida é uma equipe, você precisa estar bem preparado para defender seu país. Quando tem pênalti, o goleiro vai gesticular com árbitro, o David Luiz falou “deixa a gente reclamar e se concentra para pegar o pênalti”. Fiquei parado embaixo da trave. A única coisa que me veio à mente foi o último pênalti que ele tinha batido, era o canto forte dele. Falei vou esperar o máximo e obrigar a bater naquele canto. Mantive a tranquilidade e fiz uma defesa que mudou minha história na Seleção, no Botafogo e no futebol. Muitas pessoas me veem na rua e falam que sou o goleiro que pegou pênalti do Messi.

Top 3 do Botafogo

– Nunca imaginei chegar a ser o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do Botafogo, era um sonho distante. Queria sim fazer história e ser lembrado pelos torcedores. Comecei a ter o gostinho quando entrei entre os dez mais, vi que estava perto. Isso não mudou muito, sempre busquei honrar a camisa do Botafogo, independentemente de recorde ou meta. Me dediquei ao Botafogo e sabia que o resto seria consequência. A alegria foi imensa, muito mais do que eu pedi a Deus. Independentemente se fui o terceiro, não apaga a história dos outros jogadores. Valeu a pena cada suor e esforço, ter permanecido mesmo na Série B, faria de novo, coloquei muita coisa em risco, até a Seleção Brasileira. Valeu a pena tudo para estar na história do Botafogo.

Jogo de despedida Botafogo 2 x 1 Paraná

– Até hoje me emociono de saber que era meu último jogo, minha última oportunidade de estar com os torcedores, minha mãe fez uma surpresa para mim, foi o primeiro jogo do Botafogo em que esteve presente. Me emocionei de ver o estádio cheio em uma segunda-feira, vi ônibus de caravanas, bandeirão enorme em minha homenagem. Não poderia ter sido melhor meu último jogo no Botafogo. Agradeço muito a Deus e aos botafoguenses. Pude ter uma despedida com muita honra, que muitos jogadores gostariam.

Veja o vídeo:

Fonte: Redação FogãoNET e canal Cariocão 2021

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