A espera acabou e o meia João Paulo novamente vestiu a camisa alvinegra após oito meses de fora por conta de uma grave fratura na perna que o deixou fora de combate ainda no Campeonato Estadual. O esforço do jogador foi gigante, assim como sua vontade de voltar e os cuidados da comissão técnica. Assim, na despedida de Jefferson, João Paulo renasceu no minuto 25 da segunda etapa e colaborou na vitória por 2 a 1 diante do Paraná. Aliviado, o jogador falou sobre a sensação de missão cumprida e já projeta um 2019 bem melhor.

– Precisava sentir essa adrenalina de novo para não sair de férias e ficar mais trinta dias com isso na cabeça, além dos quinze ou vinte dias de pré-temporada. Agora estarei com a cabeça tranquila e terei que manter uma rotina de treinos na minhas férias por ter ficado oito meses parado. Aproveitar a família, mas já pensando que 2019 pode ser um bom ano – disse João Paulo.

Veja os demais trechos da entrevista coletiva de João Paulo:

O ANO DO BOTAFOGO

– O ano se resume a palavra oscilação. Começamos com o título do Carioca, uma eliminação precoce na Copa do Brasil, o pensamento que poderíamos ter ido mais longe na Sul-Americana e um Brasileiro com momentos bons e ruins. Deveríamos ter feito um ano mais regular e fica a lição para o próximo ano.

CABEÇA NO LUGAR PARA SUPERAR LESÃO

– Nunca tinha encarado uma lesão séria como essa e vivia uma grande expectativa. Mas a cabeça sempre esteve no lugar e esse foi o grande ponto para eu ter feito uma grande reabilitação.

RESPOSTA NO MOMENTO CERTO

– É um alívio. Já vivi no Santa Cruz momentos de estar na zona de rebaixamento, conviver com esse pensamento de poder ser rebaixado não é fácil. No momento mais crítico nós demos uma resposta boa, conseguimos os resultados com a ajuda do nosso torcedor. Importante dar a volta por cima no momento difícil, isso tem que ser levado em consideração, mas poderíamos ter feito um ano melhor.

OS BASTIDORES DA BATIDA QUASE PERFEITA

– Teve uma curiosidade. No dia anterior, no momento das bolas paradas, eu cheguei para bater e fiz quatro gols de cinco tentativas. Na preleção o Zé me colocou como segundo e no momento da batida peguei com tranquilidade. Tentei tirar um pouco mais e talvez por isso a bola subiu.

O EMOCIONAL NA HORA DA VOLTA

– Tentei me concentrar ao máximo mesmo sendo muito difícil por tudo que passei, mas estava tranquilo e bem focado. Sabia que poderia ajudar de alguma forma e naqueles momentos próximos de entrar eu fiquei concentrado no que eu poderia fazer.

CONFIANÇA NOS GAROTOS

– O Matheus e o Bochecha são dois garotos de talento enorme e que ainda podem evoluir muito. Não só eles, mas a nossa base é muito boa e espero que isso continue para o próximo ano.

ZÉ RICARDO AGREGA COMPETITIVIDADE AO ELENCO

– Difícil falar sobre uma chave, mas é um treinador muito capacitado e já demonstrou isso ao longo dos anos. Colocou a competitividade, era a nossa características e a partir do momento que colocamos isso novamente os resultados voltaram a aparecer. Com isso começamos a crescer de rendimento.

DESEJO PARA 2019

– Títulos. Se for possível a gente vai fazer muita força. Temos um elenco qualificado e acredito que vão chegar peças novas para agregar. Temos que pensar grande, defendemos uma camisa gigante.

TITULAR DIANTE DO ATLÉTICO MINEIRO?

– Não sei. Hoje foi um treino onde quem jogou o último jogo não participou. Acredito que amanhã o Zé vá posicionar o time, mas isso não me preocupa, sei que ele vai colocar o melhor em campo.

Fonte: Site oficial do Botafogo