Não bastasse o ineditismo de ser a primeira cidade da América do Sul a hospedar uma Olimpíada, os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, podem contar com mais um fato sem precedentes na história do maior evento do esporte mundial: em vez de uma, duas piras olímpicas podem ser acesas a partir de 5 de agosto, data da cerimônia de abertura.

É exatamente esta cerimônia inaugural o motivo de tamanho impasse e desta possível solução pensada e confirmada pelo presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman. Em todas as outras edições, a pira olímpica sempre foi acesa no estádio de competições de atletismo – palco sempre utilizado, também, para o tradicional momento de acendimento da pira.

No entanto, o estádio de atletismo no Rio de Janeiro, em 2016, será o Engenhão – a cerca de 10 kms do Maracanã, este sim o palco da cerimônia de abertura. Por isso, para manter a tradição, o comitê organizador pensa nesta possibilidade. “Vamos conversar com o COI sobre isso no momento certo”, afirmou Nuzman.

Tal momento deve ser em agosto, quando a Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), liderada pela marroquina Nawal El Moutawakel, realiza a nona visita ao Rio de Janeiro e deve incluir as cerimônias de abertura e encerramento na pauta de reuniões.

Enquanto aguarda a possibilidade de uma autorização formal para ter duas piras olímpicas – fato indagado para Nawal na última entrevista, e que não foi comentado, entretanto – Nuzman participa até este sábado da reunião do Comitê Executivo do COI.

Liderado pelo presidente Thomas Bach, Nuzman e a Rio 2016 foram cobrados pela despoluição da baía de Guanabara, que deve chegar ao nível prometido de 80%. O dirigente prometeu campanha educativa para que a população do Rio não despeje nas águas nenhum tipo de resíduo sólido.

Fonte: Terra