Em meados de março, em uma mesma semana, Glauber viveu dias de sonho. Aos 18 anos, o zagueiro renovou com o Botafogo até dezembro de 2022 e, logo em seguida, partiu rumo à Europa para integrar treinos com a Seleção Brasileira principal. A experiência, que não sairá de sua memória, ficou marcada por brincadeiras, timidez e até conselhos.

Ao LANCE!, Glauber contou melhor a respeito dos dias em que esteve com a equipe de Tite, quando a Seleção se preparava para os amistosos diante de Panamá e República Tcheca. O volante Casemiro, do Real Madrid, o chamou no canto e compartilhou experiências com o defensor.

– Foi uma experiência incrível com grandes jogadores. No começo, fiquei um pouco tímido, mas depois me soltei porque o grupo me abraçou. Pude aprender muito com eles… Conversei muito com o Casimiro, que me deu conselhos que vou levar para minha vida e para minha carreira profissional – comentou Glauber, que teve que pagar um trote (veja no vídeo abaixo).

Nascido em 2000 e um dos destaques da equipe alvinegra na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, eliminada nas oitavas de final, Glauber mostrou que a volta de Eduardo Barroca, agora aos profissionais, pode impulsionar maiores oportunidades para os pratas da casa.

– Não só os do time sub-20, mas o que subiram recentemente (como Helerson, Rickson, Wenderson e Igor Cássio, por exemplo) também (devem ter mais chances). Agora é trabalhar para melhorar no que precisa e estar sempre pronto para que, quando a oportunidade chegar, entrar em campo e ajudar.

Por falar na equipe sub-20, Glauber entra em campo nesta sexta, quando o Botafogo visita o Boavista, às 15h30 (de Brasília). Amparado pela liderança do Grupo A da Taça Guanabara da categoria, após quatro jogos, o zagueiro externou a sua confiança para a temporada.

– Nosso time vem evoluindo muito. Nos próprios treinamentos já vemos evolução e estamos vindo fortes para o Carioca e para o resto do ano, com a meta de sermos campeões em todos os campeonatos que disputarmos.

INSPIRAÇÃO EM MAURO GALVÃO

Eventualmente, Glauber treina com os profissionais e é tido como uma promessa no Botafogo, muito pelas ótimas atuações na última Copinha, quando chamou a atenção por ser um zagueiro que foge dos “padrões”, pois não costuma dar chutões e prioriza a saída de bola com toques curtos e verticais.

Glauber respondeu sobre os desafios de se sobressair com tais características. Por fim, destacou em que se inspira na posição: Mauro Galvão, zagueiro bicampeão carioca pelo Botafogo (1989 e 1990).

– Eu sou um zagueiro que raramente dou chutão, mas eu entendo que, quando é para tirar, eu tiro, porque eu jogo numa área de risco. Algumas vezes eu vejo lances na internet de grandes zagueiros, como, por exemplo, o Mauro Galvão, que para mim foi um dos maiores zagueiros da história do clube – finalizou.

Fonte: Terra