Jornalista da TV Globo e hoje correspondente na Inglaterra, Marcelo Courrege já fez diversos elogios à grandeza do Botafogo, com destaque para o período a Copa do Mundo na Rússia. Em entrevista em live com o jornalista José Passini, do “Seleção Alvinegra”, o profissional detalhou o que o clube representa em países do exterior.

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– Vindo de família de botafoguenses atuantes, ouvindo histórias a vida toda, foi gratificante. Pude viver na Rússia e entender o impacto do movimento do futebol brasileiro 50 anos atrás com dois carros-chefes, Botafogo e Santos, que excursionavam lá. Já tinha prova disso quando fui à Sérvia, pesquisei muito sobre o Estrela Vermelha, dentro do museu do clube me deparei com uma vitrine sobre o futebol mundial. Tinha uma divisória do futebol brasileiro, uma pequena menção a Santos e Seleção Brasileira, e metade era sobre o Botafogo. Era sobre duas excursões do Botafogo ganhando e alegrando as pessoas, que ajudou a forjar o futebol iugoslavo. Quando fui à Rússia oito anos depois, fui cobrir o futebol russo mais intimamente. A relação das pessoas era Pelé e Garrincha, é imediato. O impacto de Botafogo e Santos e a paixão que despertas nas pessoas é imensurável – afirmou Courrege.

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Orgulho de ser o Glorioso

Para o repórter, o Botafogo não deve economizar ao valorizar seu passado.

– Isso deve ser o maior orgulho, sem vergonha de assumir esse lado. Vejo muita provocação entre torcida, falam que o Botafogo é só memória, vive de história, isso aí é ruim onde? É pejorativo? É motivo de orgulho, não de vergonha. Quem vive de passado com orgulho pode viver o presente também. Time que tem presente e não tem passado não tem nada – explicou Courrege.

– O Botafogo na década de 90 reativou a imagem na Europa com Teresa Herrera, ganhou título com camisa do La Coruña, algo pitoresco, a marca do Botafogo estava sendo exibida ali. Infelizmente o calendário brasileiro foi impedindo a participação nos torneios, mostrar o talento, tudo pela pressão do calendário. Ainda vivi o Botafogo vivendo esse tipo de excursão e tendo bons resultados – acrescentou.

Justiça histórica

O não botafoguense mais botafoguense que existe“, como é definido por amigos, Marcelo Courrege coloca o Botafogo nas primeiras posições entre os gigantes do futebol brasileiro.

– A história é o melhor termômetro para definir grandeza, qual o alcance do clube, o que promoveu para o futebol mundial e na mudança do jogo. Acho que Santos e Botafogo estão no patamar de clubes com mais torcida e títulos hoje em dia. Se for medir todas as valências, tem que se equilibrar. Tendo a gostar mais dos que contribuíram para o futebol brasileiro ser essa referência tão grande – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Instagram do José Passini