Os números de infectados e mortos pela Covid-19 segue crescendo no Brasil, mas há dirigentes do futebol que já cogitam o retorno das atividades para apressar o reinício dos jogos, inclusive com pressão do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para que isso aconteça. Mas há também dirigentes que se colocam contrários à volta do futebol no momento, como Carlos Augusto Montenegro, do Botafogo.

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No podcast Posse de Bola #31, o jornalista Juca Kfouri elogia Montenegro por se colocar contrário ao retorno do futebol em plena pandemia do novo coronavírus e afirma que não é momento para pensar em voltar com nenhuma modalidade esportiva no Brasil.

“Sabe o que resta para a minha surpresa? E vou fazer isso sem nenhuma ironia, porque há anos apenas o critico, bater palmas para o senhor Montenegro do Botafogo, que disse: ‘prefiro perder por W.O. do que perder um jogador que morra pela Covid-19’. Não é que o Botafogo não vai voltar aos treinos, o Botafogo não joga o campeonato estadual enquanto não houver segurança para que isso aconteça. Aplausos para o senhor Montenegro, a quem a vida inteira eu critiquei, por essa atitude, que é uma atitude que só tem um adjetivo, atitude sensata”, afirma Juca.

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Crítica ao presidente Jair Bolsonaro

O jornalista cita a quantidade de pessoas que estariam expostas em um jogo de futebol, lembra os profissionais que prestam serviços essenciais e se arriscam durante a pandemia, além de criticar o incentivo de Bolsonaro pelo retorno do esporte.

“Imagine você se um jogador de futebol, ou um narrador, um árbitro ou um bandeirinha, um auxiliar da federação, — e calcula-se que precisa de 150 pessoas para fazer um jogo de futebol. Alguém morre por causa de um jogo. Bom, haverá quem diga ‘e daí? Todos nós vamos morrer, morreu. Faz parte. Ossos do ofício'”, diz Juca.

“Mas parece que não faz nenhum sentido se a gente sabe que a quem está prestando serviços essenciais corre o risco de, ao estar trabalhando, pegar o vírus e chegar a óbito. Não é o caso de nenhum tipo de esporte, não há nada que justifique. Agora, o estímulo vem de cima. Se esse maluco não estivesse fazendo o que está fazendo, talvez os cartolas não estivessem sequer imaginando a hipótese de voltar às atividades”, finaliza o jornalista.

Fonte: UOL