Depois de uma novela, a transferência de Kieza, do Vitória para o Botafogo, foi possível muito graças à vontade do atacante em vestir a camisa do Glorioso em 2018. Aceitou reduzir o salário de R$ 240 mil mensais para reforçar um time que andava mal das pernas no Campeonato Carioca.

Kieza, aos 32 anos, chegou para trazer experiência ao setor de ataque e, desde o início da Era Alberto Valentim, passou a ser a referência da equipe. Na reta final do Estadual, K9 sofreu uma lesão e só retornou para as finais, contra o Vasco, sendo reserva de Brenner. Terminou a campanha de título com três gols, todos anotados em sequência e logo no início da competição.

Já ao longo da temporada, Kieza ficou marcado pela irregularidade, e os técnicos em exercício o revezaram com Brenner, outro que não se firmou como titular incontestável em momento algum. Curiosamente, ambos encerraram o ano com dez gols, com Kieza somando cinco jogos a menos (45 a 40 para o atleta do Internacional), e como artilheiros do Glorioso no ano.

A média de Kieza foi de 0,25 gol por jogo. Pelo Alvinegro, foram dois períodos de longo jejum – o primeiro de 11 e o segundo, de nove. Ou seja, passou a ser criticado por boa parte da torcida. Encerrou a temporada no banco de reservas e com sete jogos sem conseguir marcar.

Sobretudo após a não renovação de contrato de Brenner, Kieza terá este ano para fazer sucesso e reconquistar a confiança da torcida, visto que, por ora, o Botafogo, que ainda monitora o mercado em busca de um camisa 9, só conta com ele e o jovem Igor Cássio de centroavantes. Precisa mostrar mais serviço.

O ANO DE KIEZA

Sobe – Artilharia do ano
O início de Kieza foi promissor. Marcou três gols em sequência no Carioca e, ainda que aos trancos e barrancos, encerrou o ano com dez gols e como artilheiro do Botafogo em 2018 – ao lado de Brenner.

Desce – Irregularidade
Kieza, assim como Brenner, não foi regular e não conquistou a confiança dos botafoguenses ao longo da temporada. Virou o ano no banco de reservas.

Fonte: Terra