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Lazaroni visa novo projeto em 2021 e acredita que Botafogo consiga escapar

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Lazaroni visa novo projeto em 2021 e acredita que Botafogo consiga escapar
Vítor Silva/Botafogo

Bruno Lazaroni se prepara para novos desafios em 2021. Após rápida passagem como técnico efetivo do Botafogo, o então auxiliar quer seguir carreira à beira do gramado e vem estudando para isso. Sobre o Alvinegro, garante que não ficaram mágoas pela saída e acredita que a equipe consiga escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

A relação de anos com o Glorioso — onde teve funções na base e no profissional — chegou ao fim em outubro, depois da derrota para o Cuiabá, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O adeus aconteceu após seis partidas, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas.

Para a vaga, foi contratado o argentino Ramón Díaz, demitido sem nem sequer estrear. Atualmente, Eduardo Barroca é o treinador da equipe, o quinto da temporada.

“Utilizei esse período para me desenvolver e pensando em algumas coisas para 2021. É importante dar essa parada quando se vem de uma sequência grande, como foi meu caso no Botafogo. Estava há cinco anos no clube. Importante essa parada para refrescar a mente e o corpo, e que em 2021 possam aparecer projetos interessantes que possamos agarrar”, disse ele, ao UOL Esporte.

“Fiz uma avaliação do trabalho interno no Botafogo. Não só como treinador, mas também da época de auxiliar, vendo pontos positivos e pontos que precisam de melhoria, de desenvolvimento maior, seja de treinamento, seja na relação com dirigentes e jogadores. Tenho procurado me desenvolver nesse sentido”, completou.

Lazaroni conta que, nas últimas semanas, como parte da preparação, tem assistido a diversas partidas tanto da Série A quanto da Série B do Brasileiro.

“Principalmente para saber o que vem acontecendo com as equipes, uma alternativa ou outra que possa vir a ser criada. E também para mapeamento de jogadores. É super importante quando vai para uma equipe ter conhecimento de mercado para poder observar e, talvez, indicar nomes que vão te aproximar dos objetivos a curto prazo”, conta.

O treinador chegou à função no Alvinegro depois da saída de Paulo Autuori. O período à frente da equipe, porém, durou menos de um mês. Após um começo, até certo ponto, promissor — com uma igualdade com o Fluminense e vitórias sobre Palmeiras e Sport —, viu o empate com o então lanterna Goiás em casa, no Brasileiro, e a derrota para o Cuiabá, pela Copa do Brasil, também em casa, se tornarem a gota d’água para a diretoria.

“Não fica mágoa alguma. Ter tido a oportunidade de trabalhar no Botafogo foi um privilégio para mim. Tive a oportunidade de trabalhar com profissionais de alto nível. Uma oportunidade única na minha vida foi poder ter vivenciado isso tudo. Quando se tem uma relação de empregador e empregado e uma das partes não está satisfeita, pode acabar interrompendo o trabalho. Vejo isso de forma natural dentro do futebol, mas gosto muito de pautar e avaliar o trabalho sob alguns aspectos: relação entre comissão técnica, metodologia de treinamento, relação com jogadores e resultados. Se for fazer uma análise fria dos números, meu período como efetivado foram seis jogos, duas vitórias, dois empates e duas derrotas, em torno de 44% de aproveitamento. Se contabilizar só o Brasileiro, foram cinco jogos, duas vitórias, dois empates e uma derrota, em torno de 53%. Se analisar em todos os jogos, praticamente a mesma coisa, como interino ou efetivado, foram nove jogos, 44% de aproveitamento. A análise tem de ser baseadas em todos esses aspectos, na minha maneira de ver”

À época, o Glorioso havia anunciado que Lazaroni permaneceria no clube, como integrante da comissão técnica. Ele, porém, recuou da decisão com o objetivo de ir “em busca de novos desafios”, como indicou em nota publicada no dia seguinte ao comunicado do clube.

“Acabou, realmente, acontecendo isso. Eu falei que, inicialmente, estava propenso a ficar no clube, mas depois eu fui para casa, pensei, analisei… Já estava há quase seis anos no clube, acabei entendendo que seria importante para mim ir em busca de novas oportunidades, que estava se encerrando um ciclo para iniciar um novo em minha vida, com novos desenvolvimentos. Acabou que foi uma opção minha”.

Apesar de o Botafogo atravessar uma situação complicada no Brasileiro, com apenas 23 pontos conquistados até aqui, o ex-treinador acredita que a equipe possa sair da incômoda situação e evitar a queda.

“Acho que é possível. Acredito muito no grupo de jogadores, no corpo de funcionários, que mesmo diante de diversas dificuldades ao longo dos anos, vêm segurando o clube. Então, acho bem possível que, mesmo que seja uma tarefa difícil, árdua, tem total condição de reverter a situação atual e ir em busca da permanência”.

Lazaroni, inclusive, elogia o ambiente do Alvinegro e lamenta que as contratações do japonês Honda e do marfinense Kalou, por “diversos motivos”, não tenham rendido o esperado inicialmente. Ele aponta a influência da fase que a equipe atravessa e as constantes trocas de treinadores como fatores que ajudam a explicar o desempenho dos dois principais reforços para a temporada.

“Uma das coisas mais legais do Botafogo, e isso dito por diversos profissionais que passaram por lá, é a qualidade do ambiente do trabalho, o dia a dia, a relação entre profissionais, entre jogadores. Acaba sendo um ambiente acolhedor. A chegada do Kalou e do Honda foram muito boas no sentido de estar estimulando a outros jogadores, principalmente os mais jovens, a estarem se desenvolvendo não só como jogadores, mas a parte psicossocial. A vinda deles é importante também neste sentido, além de toda experiência e qualidade que eles agregaram. Por diversos outros fatores as coisas acabaram não encaixando tão bem, mas só que [eles] têm total capacidade. É muito fruto da mudança total do elenco de uma ano para o outro, muitas das vezes demora a encaixar. Quando você vem de uma sequência ruim, acaba que perde-se um pouco da confiança, da sinergia, do sincronismo… Mudanças de treinadores também acabam criando um ambiente de instabilidade. Então, tudo isso vem afetando e afetou o desempenho de forma geral da equipe”

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O que tem observado neste período?

“O que tenho observado bastante é que as funções, as atribuições de um treinador ou auxiliar vêm aumentando ao longo do tempo. No início era mais uma gestão de grupo e hoje engloba muitas coisas. Tem o treinamento, a relação com dirigentes, torcida, canais de comunicação do clube… Tudo isso tem de estar se desenvolvendo. Não vai ser especialista em todos, mas é importante ter conhecimento nestes assuntos”.

Você já foi jogador, assumiu funções na base, foi auxiliar e, agora, visa ser treinador. Como essa bagagem anterior pode ajudar?

As coisas vêm acontecendo, mais ou menos, da forma que eu sonhava e planejava. Primeiramente, qualquer garoto tem o sonho de ser jogador de futebol profissional. Eu consegui realizar esse sonho. É muito difícil, ainda mais por ter tido um pai treinador. Tive todo o suporte familiar para que isso acontecesse, mas os caminhos foram árduos. Não fui de alto nível, fui mediano, mas tive oportunidade de jogar no Brasil e em três países diferentes: Portugal, Arábia Saudita e Suíça. Foi uma etapa bem concluída e com prazer. Tinha vontade de continuar no meio do futebol e queria que as coisas acontecessem naturalmente. Aos poucos, adquiri experiência. Claro que ter sido jogador foi importante para o meu ingresso nas categorias de base do Botafogo. Querendo ou não, o ex-jogador tem uma facilidade maior no início por ter conhecimento de vestiário, um pouco mais de conhecimento de grupo, o que jogador está sentindo naquele momento, mas não é fator único para ser bem sucedido na carreira.

Depois, queria realmente ter tido oportunidade como auxiliar para observar, ver diferentes formas de trabalhar, gerir o grupo, maneiras de pensar o jogo. Tudo isso foi bem bacana. O treinador tem uma responsabilidade maior. Tem de saber ouvir todos os profissionais da comissão, mas a palavra final é do treinador. Então, a responsabilidade é grande, ainda mais no futebol de hoje em dia, mas acho que é bem prazeroso.

Você citou seu pai [Sebastião Lazaroni], que foi treinador durante muitos anos. Como foi o apoio neste período após a saída do Botafogo?

É bem engraçado porque eu vivi o outro lado. Por ter um pai treinador, sei bem qual é o sentimento da família, seja trabalhando ou quando é desligado. É natural, a família quer sempre o melhor, mas tem total ciência e está acostumada a como são essas coisas.

Uma mensagem

“Só tenho agradecimentos pela forma que eu convivi no clube nestes cinco, seis anos em que tive oportunidade de trabalhar, seja na equipe de formação ou profissional. Foi prazeroso ter tido essa oportunidade e poder conviver com esses profissionais nos quais acredito muito, e que acredito que vão conseguir sair dessa situação. Vivenciei ali a forma que trabalham, se relacionam, com todas as dificuldades… Nunca deixaram de trabalhar, e, neste momento, vão criar forças de onde ate não tem, para que o clube saia dessa situação”

Fonte: UOL

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