A final da Copa do Mundo, disputada neste domingo, deu uma amostra do que foi a competição: três gols nascidos de bolas paradas, dentre seis na partida. Na competição toda, 72 dos 167 gols foram deste modo. Parte disso em função do árbitro de vídeo, é claro. Mas a importância de escanteios, pênaltis e escanteios nas partidas deve ser vista no iminente retorno do Campeonato Brasileiro. Pelo menos é o que acredita o técnico Marcos Paquetá.

Do primeiro jogo da temporada, contra a Portuguesa, aos últimos antes da paralisação, o jogo aéreo – a partir de bolas paradas ou não – preocupa parte da torcida e treinadores que passaram pelo Alvinegro. O atual comandante entende que o pouco período para treinamentos gera a prioridade pela opção por cruzamentos nas equipes, de modo geral.

– Com a falta de tempo para treinar, vai ser uma coisa atípica nessa competição. Vai ser usado bastante. Então é preferível descansar o atleta. Corrigir no “papo-treino” e trabalhar bolas paradas vai ser a tônica maior da competição – prevê Marcos Paquetá.

Apesar do mês de descanso e treinamentos que as equipes tiveram durante a Copa, a tradicional maratona de jogos vem aí no calendário brasileiro. E apesar dos 14 anos trabalhando fora do país, o treinador entende também que o desempenho físico dos atletas não será regular.

– É um desgaste muito grande para os atletas. Humanamente desgastante para os atletas. É o que vai acontecer agora. Teremos jogos com intervalo de dois dias, e viajando. É impossível exigir bom rendimento – explica.

Por isso mesmo os três jogos-treinos disputados nos últimos dias. E se a ideia é atentar às bolas paradas, o gol de Ezequiel, no rebote de um escanteio contra o Nova Iguaçu, na última quinta-feira, pode já refletir isso.

Fonte: Terra