Lembra dele? Jéfferson Feijão diz ter boas lembranças do Bota

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A emoção de pisar no gramado e o jeito de chutar a bola não mudaram. Mas só isso. Depois de um período afastado do esporte, Jéfferson Feijão mostra forma física bem diferente, mas encontrou no futebol 7 uma nova forma de atuar e, sobretudo, se divertir. Andarilho com passagens em vários clubes da primeira divisão, ele recebeu o convite para atuar no América-MG, onde é o único que jogou no futebol profissional – por isso, comanda a equipe. Aos 34 anos, o estilo orientador agora é a principal faceta do ex-atacante de clubes como Inter e Botafogo.

– Tento ajudar com toda a minha experiência, minha noção do tamanho da quadra, dos passes mais longos. Mas nosso grupo está muito bem, e podemos conquistar alguma coisa. É a forma que encontrei de matar toda a saudade do campo, de todas as dimensões desse verde. É bom respirar outros ares também – disse o ex-jogador.

Jefferson Feijão Futebol de 7 (Foto: Joaquim Azevedo)
O jogador Jéfferson Feijão em ação pelo América-MG no futebol 7 (Foto: Joaquim Azevedo)

A decisão de voltar a jogar foi tomada ainda este ano. Depois de atuar em clubes de menor expressão do interior de Minas, em 2010, Jéfferson Feijão não estava mais satisfeito e resolveu se aposentar, dedicando mais tempo para seus familiares. O descanso, no entanto, durou bem menos do que o planejado.

– Voltei da China em 2010 e comecei a rodar o interior de Minas. Achei melhor parar. Estava vendo muita desordem no futebol, e parei. Agora me convidaram para jogar o futebol 7. Vou fazer de tudo para ajudar o América-MG.

 

Fora de Minas, o último clube que Feijão defendeu foi o Changsha Ginde, da China. Antes disso, vestiu as camisas de Cruzeiro (nas categorias de base), Criciúma, Inter, Goiás, Botafogo, Avaí e Desportiva Ferroviária. Apesar do sotaque mineiro carregado, ele não faz questão alguma de esconder seu time preferido: virou colorado.

– Identifiquei-me totalmente com o Inter. Sem dúvidas, é o time que torço com todo o meu coração. Mesmo sendo de Minas, criado no Cruzeiro, tenho uma enorme paixão pelo Internacional. É o clube de que mais sinto falta no futebol. Tenho muita saudade da torcida colorada gritando meu nome – disse Feijão, que atuou no Beira-Rio em 2003, quando o clube começava a caminhar para virar um papão de títulos nos anos seguintes.

Jefferson Feijão Botafogo (Foto: Photocamera)
Jefferson Feijão na época em que atuava pelo Botafogo (Foto: Photocamera)

Apesar do carinho pelo clube gaúcho, o futebol de Minas segue no sangue de Jéfferson Feijão. Mesmo com forte ligação com o Cruzeiro, ele torce por uma boa performance do Galo na reta final da disputa da Copa Libertadores. Ele também revelou sentir falta dos tempos em que vestiu a camisa do Botafogo, indicado pelo técnico Cuca. Bate saudade sobretudo de suas partidas no Maracanã, apesar de ter ficado apenas um ano no Alvinegro – tinha a missão de ser o substituto de Dodô.

– Joguei 12 anos na base do Cruzeiro, tenho boas lembranças por lá até começar a rodar o mundo. Acho que, hoje em dia, o plantel do Atlético-MG, querendo ou não, é o melhor do Brasil. É por isso que foi líder da primeira fase e está muito bem na Libertadores. Espero que represente bem o estado de Minas e seja campeão. O futebol é feito de altos e baixos, uma hora o Atlético-MG está melhor que o Cruzeiro e vice-versa. Também tenho boas lembranças da época do Botafogo, da torcida gritando meu nome no Maracanã lotado – disse o jogador.

Na disputa do Campeonato Brasileiro de futebol 7, Jefferson Feijão enfrentará oponentes que representam seus antigos clubes. Apesar das boas lembranças e do clima de nostalgia nesta fase de sua vida, o ex-atacante não quer saber de romantismo enquanto estiver com a bola nos pés: vai comemorartodos os gols que fizer.

– Comigo não tem essa. Comemoro todos os gols de forma normal. Não existe isso de ficar quieto. Vou correr para a galera, como sempre fiz – disse.

Fonte: Globoesporte.com

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