Não foi de maneira tranquila como o torcedor gostaria, mas, na última quinta-feira, o Botafogo enfim voltou a pontuar e a vencer no Campeonato Brasileiro. Até pela instabilidade extracampo e excesso de ansiedade das arquibancadas, era esperado que o time de Marcos Paquetá não tivesse vida fácil contra a Chapecoense. Mas os três pontos vieram, ainda que sob vaias durante a construção do resultado que devolveu ao Bota um lugar no meio da tabela.

Para a partida no Nilton Santos, Paquetá trouxe um trunfo, que, de certa maneira, causou surpresa aos torcedores: escalou o contestado Gilson na ponta esquerda para fazer uma dobradinha com Moisés. A opção foi justificada pelo técnico, cuja pretensões eram a de fortalecer os extremos e a de anular a principal arma dos rivais catarinenses.

– O Gilson já jogou nessa função e conseguimos anular a do Eduardo (lateral da Chapecoense) pelo lado direito deles. Eles têm jogadores que fazem essa virada (sobretudo o Canteros). E ocupamos espaços que deixaram no meio-campo. Próximo jogo já tem que ter outra cara – analisou Paquetá, em coletiva.

A “outra cara” para domingo, contra o Internacional, no Beira-Rio, ainda é uma incógnita. O fato é que o Botafogo, apesar de oscilar e errar muito na saída de bola, mostrou evolução no setor de criação, repertório e anulou o ponto mais forte do outro lado – algo que passou longe contra o Flamengo, por exemplo.

Cabe destacar também que as apostas do técnico em um meio mais móvel, de constantes trocas, até com Gilson por dentro, e insistência nas triangulações podem resultar bons frutos caso as peças ofensivas se encaixem melhor.

– Temos que ter calma. Tivemos dois resultados negativos, mas o desempenho foi legal. Hoje (quinta), acho que a necessidade de vencer nós traduzimos em gol. Tivemos pouca posse de bola, mas acertamos mais, finalizamos melhor. Estamos evoluindo – observou o comandante de 59 anos.

Outro fato ainda mais relevante, ao menos por agora: a vitória nasceu. Em um cenário de nervosismo, de todos os lados, bordá-lo com três pontos, ainda que tidos como obrigatórios, atenua consideravelmente para que Marcos Paquetá comande a equipe, limitada e que visa uma sequência positiva para entrar na zona de Libertadores – o que seria o melhor dos mundos em 2018.

Fonte: Terra