Magoado com Assumpção, Túlio quer jogo de despedida

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Artilheiro, irreverente e polêmico. Este é Túlio Maravilha. O jogador não dispensou uma frase de efeito ou declaração mais quente em toda sua carreira. Atualmente atuando pelo Vila Velhense, do Espírito Santo, o atacante, que está a um gol de chegar ao seu milésimo, segundo suas contas, não escondeu que está magoado com o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção.

“Eu não tenho nada contra quase todos no clube, sou botafoguense, ídolo daquela geração de 95. Se hoje eu sou o Túlio Maravilha é por causa do Fogão. Quem eu tenho mágoa é com o presidente Maurício Assumpção, ele não respeitou minha história com a camisa alvinegra, não teve nenhum projeto, nem nada do clube para mim. Eu espero que ele saia no ano que vem, para que o próximo presidente faça um jogo de despedida para mim. O Dinamite fez isso com o Edmundo, o Fluminense e Flamengo também fazem, mas o Botafogo não realiza isso com ninguém”, disparou o jogador.

Procurado pelo O Dia Online , a diretoria do Botafogo não quis se pronunciar sobre as críticas do atacante.

Túlio Maravilha apelidou o seu gol número 999 como “Gol Muqueca” em homenagem ao Espírito Santo

Foto:  Divulgação

Sobre sua odisseia para chegar ao gol mil, o atacante revelou estar mais tranquilo depois de alcançar o número 999, na vitória por 2 a 1 do seu time sobre o Linhares, pela Copa Espírito Santo.

“Estou mais tranquilo agora que eu marquei o gol 999, porque tinha ficado alguns jogos sem marcar. Tirei um peso das costas e estava muito ansioso. É questão de tempo para sair o gol mil”, comentou.

O jogador também disse que não tem desejo especial na hora de marcar o milésimo. Para ele, o importante é fazer o gol, não importa de qual forma seja. Túlio só não quer marcar um gol usando o braço, como fez pela Seleção em partida contra a Argentina, válida pela Copa América, e que denominou de “la mano de Túlio”, em brincadeira com o gol de Maradona na Copa de 1986.

“Se eu pudesse escolher eu faria de bicicleta (risos), um golaço para ficar na história, mas como é difícil, ainda mais na minha idade, eu não quero escolher nenhum tipo de gol. Pode ser de canela, de cabeça, mas gol de mão eu não quero, já basta aquele contra o Argentina na Copa América de 1995”, brincou.

Túlio também comentou sobre os seus planos para depois que encerrar a carreira como jogador de futebol. Seus projetos são audaciosos e o falastrão não deseja sair da mídia tão cedo.

“Quero parar no futebol depois de fazer o meu milésimo gol. Depois disso, eu desejo ser comentarista de rádio ou TV, mas para isso eu tenho de estudar, fazer cursos e me aprofundar ainda mais. Se trabalhar na carreira vou continuar a ser o Túlio Maravilha irreverente, com frases fortes e de efeito. Já tive algumas propostas, mas não é nada certo. Também quero dar palestras motivacionais mostrando a minha história para os jovens”, disse o atacante.

E não é só isso, o artilheiro do Campeonato Brasileiro de 95 já está escrevendo sua biografia e também deseja ter seu rosto estampado na telona.

“No ano que vem eu quero lançar um livro sobre minha história, já tem até nome: “A Saga do Milésimo”, será intitulado assim. Em quem sabe em 2015 eu irei lançar um filme sobre mim, mas esse é projeto mais distante no qual preciso pensar”, completou o jogador.

Relembre a polêmica entre Túlio e Botafogo

Fechado em agosto do ano passado, o projeto “Túlio a 1000 – 7 gols de solidariedade” tinha como principal meta fazer com que o atacante anotasse o milésimo gol de sua carreira com a camisa do time carioca.

No entanto, o jogador só atuou em quatro partidas (contra o Boavista, no Engenhão, Cachoeiro FC, em Cachoeiro do Itapemirim-ES, Rio Branco, em Campos, e Santos de Angola, no Caio Martins) e fez cinco gols – dois sobre o Rio Branco e três sobre o Santos de Angola, após marcações polêmicas de pênaltis.

Túlio e diretoria alvinegra se desgataram, o atacante chegou a entrar na Justiça. O Botafogo resolveu acabar com o projeto. Túlio Maravilha não encerrou a saga do milésimo e, em junho, acertou com Vila Velhense.

Fonte: O Dia Online

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