Uma estreia promissora de Vitinho diante do São José-PA encheu de esperança a torcida colorada: o Inter encontrou, enfim, um substituto para o atacante Taison. Afinal, o reforço trazido por empréstimo junto ao CSKA marcou dois gols, foi o destaque da partida na fase classificatória do Gauchão e mostrou a desenvoltura, a técnica e a velocidade de 2013 — quando foi eleito a revelação do Brasil após uma bela temporada no Botafogo.

Contudo, 11 jogos depois, a realidade de Vitinho no Beira-Rio se mostra diferente da projeção inicial. O atacante de 21 anos, direitos econômicos fixados em 6,5 milhões de euros, passa por um momento de ostracismo no Beira-Rio. O sistema de rodízio de jogadores proposto pelo técnico Diego Aguirre pode contar a seu favor.

Mas as constantes ausências do atleta no grupo que tenta o pentacampeonato Gaúcho dão a entender que Vitinho perdeu espaço com o treinador. Neste final de semana, diante do Brasil-Pel, em Rio Grande, Vitinho assistiu à semifinal do Estadual do banco de reservas. Na semana passada, contra o Cruzeiro, nem relacionado foi.

— Até o momento, Vitinho se mostrou um jogador de segundo tempo — declarou uma pessoa com trânsito no vestiário.

Foi assim em Manta, no Equador. Além de entrar na etapa final, mudar a cara do Inter diante do Emelec e marcar o gol de empate que deixou o Inter em posição confortável na Copa Libertadores, as arrancadas em profundidade computaram na estatística de Vitinho quatro finalizações e outros quatro dribles.

Os dados fazem do atacante o primeiro e o terceiro, respectivamente, na lista de aproveitamento do time gaúcho na competição internacional.

— Estamos dando todo o apoio, confiança e oportunidades ao Vitinho. Temos que continuar tentando para que ele dê certo, siga se esforçando ao máximo. Ele tem muitas condições e qualidade, mas obviamente tem muita coisa para dar e melhorar — disse o técnico Diego Aguirre sobre o comandado.

Há quem diga que as jogadas de efeito e os chutes de fora da área, características de Vitinho, ainda estão por vir. Por enquanto, são os zagueiros que têm levado a melhor. Se a comparação for feita com o que realizou em 2013, os números jogam contra o ex-botafoguense. Entre Carioca, Copa do Brasil e Brasileirão, são 38 jogos na temporada, com 10 gols marcados.

No ano passado, com a camisa do CSKA, uma lesão no tornozelo prejudicou seu desempenho. Foram apenas dois jogos pela Liga dos Campeões, 23 pelo Campeonato Russo, um pela Supercopa da Rússia e duas pela Copa da Rússia. Vitinho marcou apenas um gol.

Fonte: Zero Hora