Maracanã S/A tem prejuízo com os jogos de Botafogo e Flu

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Enquanto o Flamengo entra em atrito com o consórcio Maracanã, Botafogo e Fluminense se mostram satisfeitos com seus acordos para a utilização dos estádios. Seus jogos, no entanto, têm gerado prejuízo para o consórcio Maracanã, segundo apurou o blog. Por isso, a empresa também estuda as condições dos acordos com os dois clubes para saber se pede ajustes.

Explica-se: Botafogo e Fluminense assinaram contratos pelos quais estão livres de despesas e ficam com as receitas dos ingressos atrás dos gols, um total de 43 mil. Já o clube rubro-negro fechara acordo provisório pelo qual rachava rendas e gastos das partidas igualmente. Agora, haverá uma renegociação dos termos desse compromisso.

A aposta da Maracanã S/A, no caso de botafoguenses e tricolores, é de que terá alto lucro com a venda de camarotes e assentos premium a longo prazo. Só que com a instabilidade do atual modelo – Flamengo não fechou um acordo definitivo e não há confirmação da concessão – nada foi vendido por temporada até agora.

O consórcio alega que a ideia é começar a comercializar esses lugares a partir do próximo ano. Até porque não haveria necessidade de obter renda imediatamente.

Neste cenário, no momento, resta ao consórcio a renda de vendas avulsas de camarotes e de assentos no meio do campo. Esses itens não renderam bem no início por conta dos altos preços. Houve redução dos preços, mas as receitas desses lugares ainda não foram suficientes para cobrir a despesa volumosa do novo Maracanã. Até porque a maioria dos torcedores tem frequentado os lugares que dão receita a seus clubes.

A Odebrecht, líder do grupo do estádio, está revisando os números e a operação dos jogos nos primeiros dois meses na gestão do Maracanã. Há a possibilidade de que a concessionária peça ajustes nos acordos. O Botafogo já indicou que houve uma reinvidincação neste sentido.

Mas a verdade é que o quadro financeiro da arena só vai ficar claro quando forem vendidos os camarotes e os assentos premium a longo prazo. É essa a aposta do consórcio para obter o lucro projetado quando ficou com o estádio.



Fonte: UOL
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