Marcelo despontou no Botafogo, em 2017, como um jovem desconhecido que precisou segurar a bronca de uma estreia de Libertadores, diante do Colo-Colo. E segurou. No meio do caminho até a partida desta quarta-feira, contra o Defensa y Justicia, às 21h30, na Argentina, pela Copa Sul-Americana, o zagueiro adicionou o sobrenome Benevenuto para não ser confundido, enfrentou lesões e perdeu espaço.

A titularidade que assume nesta noite, no lugar do capitão Joel Carli, é um recomeço para o defensor de 23 anos, que voltou a ser chamado só de Marcelo em 2019.

Carli passará por uma artroscopia no joelho direito e pode ficar dois meses fora. Nos três jogos do argentino no ano, o Botafogo não levou gols — desempenho que seria suficiente para eliminar os argentinos e avançar à segunda fase, após ter vencido por 1 a 0 no Nilton Santos. Marcelo fará dupla de zaga com Gabriel, que também tem 23 anos. Os companheiros de equipe confiam que a bagagem de dois anos atrás, quando virou titular na Libertadores após lesões de colegas mais experientes, não foi esquecida.

— Sabemos que o Carli fará falta, mas o Marcelo tem uma experiência muito boa, já fez jogos importantes. Isso nos deixa tranquilos — disse o goleiro Gatito Fernández.

Revelado pelo Resende, Marcelo foi campeão brasileiro sub-20 pelo Botafogo em 2016. Apesar de não ser tão alto para um zagueiro — 1,80m —, logo se destacou no jogo aéreo. Na pré-temporada, ele ficou atrás de Helerson, recém-promovido da base, na fila para substituir Carli e Gabriel, a zaga titular. Só que a chance, assim como em 2017, não tardou a aparecer.

O histórico recente do time argentino exige atenção do início ao fim para o Botafogo hoje. Em seus últimos dez jogos, o Defensa y Justicia marcou quatro vezes nos acréscimos. Em três delas, conseguiu vitórias de virada na reta final das partidas.

— Sabemos que é um time muito intenso. No final do jogo eles sempre têm chance de fazer gol. Sempre ganham ou viram os jogos no fim. Precisamos estar ligado o tempo todo — avisou Gatito.

Embora o time possa jogar pelo empate, o goleiro reconheceu que fazer um gol no estádio do rival dá mais tranquilidade para o decorrer da partida. Pelo critério do gol fora de casa, o Defensa teria que marcar três vezes para avançar, caso o Botafogo balance a rede uma vez.

— Vamos buscar o jogo com inteligência, sabendo que temos o resultado a favor. É atuar os 90 minutos sem pressa — salientou.

Fonte: Extra Online