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Marcinho é denunciado por homicídio culposo após atropelar casal e pode pegar até seis anos de prisão

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Marcinho, ex-Botafogo, deixa delegacia após prestar depoimento
Reprodução/TV Globo

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o jogador Marcinho por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, por não ter prestado socorro no acidente ocorrido no dia 30 de dezembro de 2020. Na ocasião, o ex-lateral-direito do Botafogo atropelou um casal no Recreio dos Bandeirantes e não prestou socorro. Alexandre Silva de Lima morreu no local e a mulher, Maria Cristina José Soares faleceu na semana seguinte após passar por cirurgia. A pena prevista para esse caso é de até seis anos de prisão.

Em imagens obtidas pela polícia, é possível ver o carro de Marcinho seguindo pela Avenida e parando em uma rua próxima do local do acidente. Ele estaciona, desce e aparece caminhando e falando ao celular enquanto caminha. Marcinho disse em seu depoimento que não ingeriu bebida alcoólica e que estava na casa de um primo quando decidiu sair para ir ao mercado. Na volta, o acidente aconteceu. De acordo com um laudo da polícia civil, o jogador estava a 98 Km/h no momento do impacto, enquanto o limite da via era 70 km/h. Em depoimento, ele negou. “Eu estava por volta de sessenta, aquilo ali é uma passagem corriqueira minha, eu estou sempre passando por ali, então, eu sei que o pardal é de setenta, eu não estava mais que isso”, falou.

Segundo o jogador, ele não parou para prestar socorro às vítimas porque ficou com medo de ser linchado. “Entrei em pânico, fiquei muito assustado, cheio de vidro e as pessoas já estavam entrando na pista quando olhei para trás. Só pensei em sair dali por medo de ser linchado, a gente sabe como as pessoas estão com as emoções inflamadas, ainda mais nessa época do ano, o Brasil está desse jeito, enfim, fiquei com medo de ser realmente linchado”, confessou em entrevista ao “Fantástico”, da TV Globo.

Marcinho também demorou a comparecer na delegacia para prestar depoimento. Sobre o tema, ele afirmou que foi uma recomendação de seu advogado. “Ele falou: ‘Já marquei com o delegado, a delegacia está vazia, é dia 31. Não adianta a gente ir lá porque o delegado do caso não vai estar lá, você tem que ir com quem vai te atender e vai fazer parte do caso’. A partir do momento que acontece uma coisa dessa, você deixa na mão de advogados. Nesse momento eu estava com esse cara e depois, que eu conheci o Gabriel [Habib, que representa Marcinho no caso], já estava marcado de eu me apresentar na segunda-feira”, finalizou.

Fonte: Jovem Pan

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