Chegou a hora da Copa Sul-Americana no calendário do Botafogo e o Glorioso voltará a medir forças com os chilenos do Audax Itaiano. No jogo de ida, no Chile, vitória por 2 a 1 com gols de Brenner e Rodrigo Pimpão. Com a vantagem do empate, o Alvinegro pode até perder por 1 a 0 que avança na competição, mas isso não passa pela cabeça do lateral direito Marcinho. Em coletiva, o jovem destacou a importância de respeitar o rival e não se apoiar na vantagem. Jogar sério e concentrado para buscar a classificação no Estádio Nilton Santos.

– É muito mais perigoso se acomodar na vantagem do que precisar vencer, que você se motiva mais. Temos que entrar com muita força e humildade para buscar esse resultado. Não podemos visar muito o momento do outro time, isso é muito perigoso, ainda mais por não podermos nos acomodar com o que fizemos no Chile. Temos que entender o jogo para encarar esse placar com responsabilidade – disse Marcinho.

Debutante na competição, Marcinho vê a oportunidade na Sul-Americana como única e destacou a importância que a competição ganhou com o passar dos anos.

– Particularmente é muito legal poder estar jogando uma competição internacional, mas isso fica no individual. Para o grupo nós queremos ganhar em todas as competições que o Botafogo disputar. Dura o ano inteiro, mas são poucos jogos, é um tiro curto. Eu percebia que muitos clubes deixavam de lado a Sul-Americana, mas acho que a Conmebol deu muito valor a ela e na final do ano passado os jogos da final estavam lotados. Foi feito um projeto e acredito que está dando certo. Acredito nessa dimensão maior da Sul-Americana – contou Marcinho.

Confira os demais trechos da entrevista coletiva de Marcinho na véspera do embate contra o Audax Italiano:

EXPERIÊNCIA EM ELIMINATÓRIA NO ESTADUAL

– Serviu sim. Toda competição com fase eliminatória ajuda a entender esse tipo de campeonato. Essa vantagem que temos é perigosa. Se chegarem aqui e fizerem o gol pode tornar tudo perigoso. Temos que entrar para fazer o gol e buscar a vitória.

AUSÊNCIA DE LOCO ABREU

– Essa parte fica mais para a torcida do Botafogo. Não ficamos pensando muito nisso, mas sim em fazer o nosso jogo. Trabalhei pouco com ele, mas quando estava na base. Era um ícone aqui.

NINGUÉM É PERFEITO

– Com o Alberto nós temos um treinamento que a gente vem para essa sala e estudamos os gols que sofremos ou cometemos alguns erros. Nenhum time é perfeito e não estamos imunes a isso. Os outros times também são qualificados e não temos que ficar bitolados nisso.

AMPARO DE ALBERTO VALENTIM

– Ele me deu muita moral, confiança e isso unido a qualidade técnica que eu tenho melhorou o lado direito do Botafogo. Mas isso é meio circustancial. Não tem muito o que relacionar, também saíram muitas jogadas pelo lado do Gilson.

DE OLHO NO AUDAX ITALIANO

– Contam com uma transição entre defesa e ataque muito forte e rápida. Utilizam muitos lançamentos e contam com pontas rápidos. Temos que respeitá-los e entrar em campo muito concentrado para ganharmos.

TORCIDA QUE JOGA JUNTO COM O TIME

– É o que a gente espera. É uma competição muito importante e acho que a gente vencendo vamos chamar a torcida para o nosso lado para poderem lotar o estádio.

SEM FAVORITISMO

– Acho que não podemos encarar com essa visão de favoritismo, isso atrapalha. Temos que trabalhar com muita humildade contra qualquer adversário. Temos que saber o que estamos fazendo para buscarmos coisas maiores.

CONSTANTE EVOLUÇÃO

– Nunca é muito fácil olhar para nós mesmos e enxergar os nossos erros. Peco muitas vezes na frente quando precipito algumas jogadas, um pouco lá atrás no um contra um. São coisas normais para quem está muito no início. Posso crescer muito mais e estou buscando isso.

FACILIDADE DIANTE DAS CÂMERAS

– Ninguém colocou isso para mim, mas aprendi muito com meu pai, meu avô e meus dois tios, que se comunicam muito bem. Isso é importante também. Muitas vezes alguns jogadores cometem alguns erros por não saberem se expressar. Mas o mais importante mesmo é dentro das quatro linhas.

Fonte: Site oficial do Botafogo