Eles chegaram no decorrer da temporada, demoraram, mas agradaram – mesmo que cada um ao seu modo. Marcos Vinícius e Valencia tinham a difícil missão/obrigação de substituir Camilo e Montillo, que eram as grandes esperanças criativas do Botafogo, mas que no meio deste ano já não estavam mais no clube. Os contratados mais tardiamente precisaram se adaptar. A expectativa, para 2018, é que evoluam.

Naturalmente, o Glorioso está atento ao mercado e já cogitou até o argentino Belluschi. Contudo, o Alvinegro sabe que poderá contar com dois atletas para disputar posição ou, quem sabe, atuar juntos no ano que vem.

Marcos Vinícius parece ter superado os problemas que prejudicaram o desenvolvimento no Cruzeiro e, mesmo entrando no decorrer de 14 partidas, marcou cinco gols num total de 28 jogos. Um recorde de bolas na rede na curta carreira do meia de 22 anos. Solicitado pelo Jair Ventura na troca por Sassá, ele sabe que tem a confiança do treinador.

O caso de Valencia é mais curioso. Frequentemente convocado para a seleção chilena, foi contratado sob holofotes de grande jogador, mas demorou a agradar à comissão técnica. Junto à torcida parece ter mais simpatia. Foi pivô de mal-estar interno quando foi convocado e, apesar de alegar dores, viajou.

Valencia chegou a ser criticado publicamente por Jair – que, normalmente, blinda os atletas – mas agradou no fim do campeonato, quando agarrou a oportunidade e fez boa partida contra o Cruzeiro. A quase sempre complicada adaptação a outro país e a outro estilo de jogo parece existir cada vez menos.

Daí a atuarem juntos é outra história. Jair Ventura sabe que, pelas características, será difícil, e já afirmou isso em entrevistas coletivas. Contudo, com tempo para treinar… quem sabe?

Fonte: Terra