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Meia ex-Botafogo: ‘Antes me perdi por causa de dinheiro, balada e mulher’

Por: FogãoNET

O vestiário do Madureira após as vitórias (foram sete no Estadual) tem festa, alegria e até trilha sonora. O presidente Elias Duba é recebido em coro pelos jogadores com o refrão “Sílvio Santos vem aí! Olê, olê, olá”. O dirigente não joga aviõezinhos, mas distribui dinheiro entre atletas e comissão técnica.

— A gente já fica esperando. Quando ele entra é uma alegria só, e todo mundo começa a cantar — afirma o atacante Rodrigo Pinho, artilheiro do time, com seis gols (atrás apenas do rubro-negro Marcelo Cirino).

O bicho — ou combustível, como o próprio Duba chama a premiação — é um dos segredos do Tricolor Suburbano, quarto na tabela e surpresa do Estadual até agora. Pelo acordo, são R$ 500 para cada um a cada vitória. Mas a entrada do time no G-4 empolgou o mandatário, que já prometeu nova cifra.

— Para o próximo jogo (contra o Volta Redonda, sábado) a perspectiva é de mil reais — revela Duba, que combinou R$ 100 mil para ser dividido no grupo em caso de vaga nas semifinais.

Mas a boa fase do Madureira vai além do estímulo financeiro. O entrosamento do time, cuja base é a mesma do ano passado, é outro fator. O trio de frente, formado por Rodrigo Lindoso, Thiago Galhardo e Pinho, vem liderando a boa campanha. Os três, aliás, têm um sistema de premiação à parte. Para cada assistência recebida, R$ 100. Com seis assistências, Galhardo está na frente.

— Recebi R$ 600 e paguei R$ 300 a eles. Estou no lucro — brincou o meia, que já marcou cinco gols e, após passagem pelo Botafogo, em 2011, sonha com nova oportunidade em um clube grande:

— Antes eu me perdi por causa de dinheiro, balada e mulher. Agora estou mais maduro, tenho minha namorada e minha família que me apoiam bastante. Meus números mostram isso.

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