Mineiro do município de Oliveira, Alberto Valentim faz jus ao estado onde nasceu. Comendo pelas beiradas, sem alarde, extremamente organizado, dono de uma personalidade tranquila ele dá seus primeiros passos como técnico, mas já é devidamente reconhecido pelo talento. Ainda mais depois da conquista do Campeonato Carioca deste ano pelo Botafogo. Aos 43 anos, ele ainda quer muito mais.

Para o comandante alvinegro, a idade, no entanto, é apenas um detalhe. “Não adianta só ser jovem. Tem que estar atualizado. Um exemplo: o Drubscky (Ricardo Drubscky, técnico que foi uma das referências de Valentim no Atlético-PR) tem 55 ou 56 anos? Muito atualizado. Não importa a idade. O futebol mudou muito e você tem que acompanhar essa mudança”, disse.

Durante a sua preparação para se tornar um treinador, Alberto Valentim passou um período na Europa. “Fui em três ocasiões para a Itália e foi sensacional. Tive abertura com outros treinadores, troquei ideias e mostrei meu trabalho. Não fui para tirar fotos”, revela. O comandante alvinegro ainda falou sobre a opinião de Renato Gaúcho, do Grêmio, de que ninguém precisa sair do país para estudar futebol: “O Renato faz um pouquinho de personagem. Ele ainda deixa escapar o lado brincalhão, mas porque é dele. Mas o time dele joga um futebol moderno. De bobo, o Renato não tem nada”.

Uma das características mais marcantes de Alberto Valentim é reunir um pouco de cada técnico com quem conviveu, como jogador ou auxiliar, para moldar a sua maneira de trabalhar. E Abel Braga, seu adversário de amanhã, no Nilton Santos, é um deles. Os dois trabalharam juntos em 1997 e 1998 no Atlético-PR: “Ele é um cara muito atento à parte tática, mas, acima de tudo, sabe deixar um ambiente bom de trabalho. E disso eu não abro mão. O Abel é um cara do bem, detalhista e que todo mundo gosta”.

Fonte: O Dia Online