Presidente do Botafogo na campanha do título brasileiro de 1995, Carlos Augusto Montenegro, comandava o clube na última participação na Copa Libertadores da América há 17 anos. O “Eterno Presidente”, como é conhecido, falou com a reportagem da Super Rádio Tupi sobre a temporada de 2013, à volta para a Libertadores e muito mais. Colaborador da gestão Mauricio Assumpção, Montenegro destaca a campanha Alvinegra na temporada como excelente.

“Acho que o Botafogo mereceu, fez por merecer isso, passou todo campeonato brigando na ponta. Eu acho que foi um ano difícil com o problema que nós tivemos com o Engenhão, com a falta de receita, mas tivemos um campeonato estadual brilhante sem necessidade de final, um campeonato brasileiro soberbo. O Botafogo acabou revelando ou dando chance a quinze jovens. O Botafogo não realizava esse tipo de trabalho faz algum tempo. Acho que nós estamos começando um ano com pé direito, estamos mantendo os principais jogadores. O Jorge Vagner, que acabou de chegar, é um excelente reforço se estiver jogando como antes. Nós temos o nosso Seedorf, que é fora de série. Duas ou três contratações, principalmente um número nove, com isso eu acho que o time pode fazer um papel bonito na Libertadores.”

Enumera os responsáveis pela boa temporada do Botafogo

“Por mais que a torcida do Botafogo não tivesse uma empatia com o Oswaldo de Oliveira, eu acho que ele teve uma participação muito importante nisso. A diretoria também teve uma participação grande, porque é muito fácil ficar atacando, batendo em dirigente quando as coisas vão mal, quando o time é rebaixado. A diretoria comandada pelo presidente Mauricio Assumpção, deu um show de criatividade quando perdeu o Engenhão.”

Acredita que faltava empatia entre o Oswaldo e o torcedor e elogia escolha de Eduardo Húngaro

“Eu acho que a torcida não gostava muito do Oswaldo e o Oswaldo não gostava da torcida do Botafogo e acabou saindo. Entrou o Eduardo Húngaro que foi muito importante nessa subida dos meninos da base. Muita gente fala que é um risco apostar em um técnico novato logo em uma Libertadores. Eu acho que se não houver renovação a gente não cresce. Competente ele é, conhece todos os jogadores, os jogadores confiam nele e esse ano não foi bom para os técnico medalhões. Muitos tiveram problemas por aí, o Mano, o Tite, próprio Autuori, que eu admiro muito. Luxemburgo, Abel, muitos técnico tiveram problemas. Então o problema não é falta de experiência na Libertadores e sim o elenco que você vai ofertar para o técnico.”

Fonte: Super Rádio Tupi