Um dos integrantes do Comitê de Futebol do Botafogo que vai cuidar da transição para clube-empresa, Carlos Augusto Montenegro voltou a pedir paciência da torcida sobre a mudança no modelo de gestão do clube. O ex-presidente alvinegro revelou, inclusive, o interesse de grupos de investidores dos Estados Unidos no projeto de transformação do Botafogo em S.A.

– Não estamos encontrando tanta dificuldade (na implantação do novo modelo), o problema é tempo mesmo. Você preparou um belo relatório, tem muitos grupos querendo entrar, inclusive dos Estados Unidos, aí agora tem que traduzir tudo para inglês para que isso seja apresentado aos fundos de lá. Você tem regras da legislação. Todo mundo pergunta se o Conselho Deliberativo já aprovou. São condicionantes que acontecem que a gente está correndo. Essa lei que já foi aprovada na Câmara e está no Senado não é uma coisa determinante, mas ela ajuda muito se for aprovada e sancionada. Estamos trabalhando em muitas frentes. Já estão começando a aparecer fundos com a intenção de assinar um pré-contrato, a partir daí entra uma auditoria, mas leva até 60 dias para aí sim assinar o contrato. Tem que fazer um contrato com as obrigações que esse investidor vai ter ao arrendar a marca Botafogo por 30 anos, o que ele terá de ônus e bônus. Tudo é o timing certo – disse Montenegro à Rádio Brasil.

Montenegro ressaltou que o caso do Botafogo é pioneiro no futebol brasileiro e, dando certo, tem tudo a ser seguido por outros clubes.

– A gente sofre tanto no futebol que as pessoas ficam agoniadas, querem que tudo seja resolvido rápido, que amanhã esteja resolvido. E não é assim. Para a gente fazer uma coisa bem feita e séria, contratamos os melhores profissionais do mercado, da área jurídica, e isso demanda tempo. Ninguém vende uma empresa em duas semanas, ninguém compra um negócio em três semanas, é uma coisa complicada. O Botafogo inclusive é um case, vai ser praticamente o primeiro caso que esteja mudando toda a estrutura para uma S.A. Tem que fazer com cuidado, para o Botafogo ser pioneiro e outros clubes seguirem. Isso é o futuro, ter empresas como tem na Inglaterra, na Espanha, na França, na Itália – concluiu o dirigente.

Fonte: Redação FogãoNET e Rádio Brasil