Bateria de escola de samba, queima de fogos, camisas personalizadas e a estrela puxando um tradicional canto da torcida. Um misto de Carnaval e encontro com um popstar marcou a apresentação de Diego Souza aos botafoguenses, na manhã do último sábado, em General Severiano.

Aos 33 anos, Diego Souza é aguardado para ser a referência no comando de ataque, como o próprio salientou, mas o “pacote” da negociação promete ir muito além: há as expectativas por aumento de sócios-torcedores, de público nos jogos no Niltão e de camisas vendidas com o nome do jogador.

Também não passa batido o fato de uma apresentação como a da manhã passada renovar a autoestima do alvinegro, após um péssimo início de Carioca, e suprir a carência de um destaque cascudo e de “nível selecionável”.

E Diego Souza não carrega tais perspectivas a esmo. O seu faro de gol e estilo brigador no ataque fizeram com que a torcida ficasse em êxtase desde as primeiras lascas da negociação. A mobilização da torcida, aliás, pesou para que o atleta assinasse com o Alvinegro – por empréstimo, até dezembro deste ano.

Por falar no acordo, Diego saiu do São Paulo pela porta dos fundos e aterrissou no Bota como estrela. Ele também citou o “projeto ambicioso” e a busca por identidade junto aos garotos do plantel do técnico Zé Ricardo, indicando que o fator anímico, que o tornou inconstante no Morumbi e no Fluminense, pode não ser uma barreira.

– O que mais pesou foi o projeto que o Botafogo me mostrou, é ambicioso. É um time aguerrido, que está criando uma identidade muito boa e quero fazer parte disso. Quero chegar para agregar, ajudar e fazer com que o torcedor chegue no Estádio Nilton Santos e saiba o que vai acontecer lá dentro. Quando a gente cria uma identidade, traz a alegria do torcedor, sai de casa sabendo o que vai esperar da equipe – disse Diego Souza, em coletiva no salão nobre.

Para o atacante render tudo o que se espera no Glorioso, será fundamental que ele compre de imediato a briga de Zé, que tem como mantra o empenho integral de um grupo formado, nos últimos anos, por operários. E Diego Souza chega para ser o protagonista e agregar no quesito experiência. Bola tem de sobra, resta saber se entrará em sintonia com o justo entusiasmo ao seu redor.

Fonte: Terra