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Mudanças constantes no Bota dão competitividade, mas atrapalham entrosamento

Por: FogãoNET

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Pode ser por lesão, para poupar jogadores ou incluir jogadores em boa fase. O fato é que até agora, em sete partidas oficiais e um amistoso, o Botafogo ainda não repetiu a escalação uma vez sequer. Um dos motivos é a filosofia do treinador Jair Ventura, que sempre preza por dar oportunidades a quem atua melhor nas partidas e treinos. Foi assim que Marcelo, por exemplo, se firmou como titular.

— Comigo, fica claro que todos têm chances. E isso é bom porque independente de salário ou fama. Todos sabem que precisam se doar — afirmou o treinador.

É possível ver o efeito que a prática tem no elenco: quem tem uma chance tenta agarrar com unhas e dentes porque sabe que, por enquanto, a equipe não está tão fixa e a vaga no time titular é uma possibilidade real.

Entretanto, há o outro lado: a falta de entrosamento que a prática causa. O próprio técnico concorda que uma equipe acostumada a jogar junta rende mais.

— Precisamos ter equilíbrio. Uma equipe fixa é bom pelo entrosamento, mas hoje temos tecnologia, formas de ver como os jogadores estão, e eu não posso arriscar escalar alguém que possa se machucar, por exemplo — destacou Jair Ventura.

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