O atual vice-presidente geral do Botafogo, Nelson Mufarrej, se candidata ao cargo mais importante do clube com um pilar principal: a continuidade. A começar pelo futebol: ao EXTRA, ele afirmou querer manter o vice de futebol Cacá Azeredo, o gerente Antônio Lopes e o técnico Jair Ventura, que tem contrato até o fim de 2018 e é especulado em outros times:

— Caso eu seja eleito, quero renovar com o Jair até o fim do meu mandato, dezembro de 2020. Ele já sabe disso, houve uma primeira conversa, mas nada foi decidido até agora — disse Mufarrej ao receber a reportagem do EXTRA em General Severiano.

Quanto a reforços, ele quer esperar o Campeonato Brasileiro terminar antes de especular. No entanto, pretende manter a base atual, com contratações pontuais. Ele afirma que as dívidas devem deixar de ser um problema tão grave para o clube, mas não já no ano que vem.

— Temos uma previsão de que o pagamento de empréstimos e penhoras vão praticamente cessar em 2019. Será possível usar grandes partes do recursos usados para pagar dívidas no futebol.

Parte fundamental do esforço para arrecadar novos recursos é a assinatura do contrato de “naming rights” do Estádio Nilton Santos e de patrocínio master da camisa, que estão sendo negociados com a Caixa. Um dos líderes da negociação é o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, que já declarou apoio a Mufarrej.

— Está caminhando, acho que bem. Mas não ainda temos a segurança de anunciar — disse Mufarrej.

Até o momento, segundo Mufarrej, não há conversas de patrocínio avançadas com empresas do setor privado. Uma das principais críticas à administração atual é justamente a dificuldade em gerar novos recursos.

— Se você for ver, o Brasil econômica e financeiramente, não está bem. É desemprego total. Pessoas com anos e anos de tradição são mandadas embora. É assim em toda a iniciativa privada. A pública é que continua intocável por enquanto — justifica-se Mufarrej.

O candidato a vice na chapa é o presidente Carlos Eduardo Pereira. Mufarrej nega acusações de que sua eleição será um “segundo mandato disfarçado” de CEP:

— Nossa relação causa muita inveja. Ele costumava dizer que eu era o co-presidente dele, agora eu digo: ‘vamos inverter’. O gesto dele, de sair como vice, foi uma grandiosidade.

Fonte: Extra Online