Apenas Botafogo e Fluminense não assinaram uma carta dos participantes do Campeonato Carioca que solicitava o retorno das atividades do futebol no estado do Rio de Janeiro. O presidente do Glorioso, Nelson Mufarrej, esclareceu que respeita a opinião dos demais clubes, mas ressalta que o mais importante no momento é preservar a saúde de seus funcionários por conta da pandemia do novo coronavírus.

Máscaras do FogãoNET para torcedores do FogãoNET durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus (COVID-19)

– Houve uma perda muito grande de patrocínios, ainda não recebemos a quarta parcela da Globo do Carioca, por exemplo, isso tudo tem atingido muito os times. Não estamos contentes com isso, é claro. Mas não é porque estamos precisando de receita que vamos colocar nossos jogadores e comissão técnica em xeque. Temos que tomar cuidado com essa ansiedade para não acontecer coisas piores. Os clubes precisam de recursos, é evidente – afirmou Mufarrej à Rádio Globo.

Mufarrej disse que tem mantido conversas com o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, mas reitera a posição institucional do Botafogo de não concordar com o retorno do futebol neste momento, em que os números da pandemia só crescem no Brasil e no estado.

Loja do FogãoNET por Estilo Piti | O Site oficial do torcedor do Botafogo | Cupom de 10% de desconto

– O Botafogo tem essa posição firme, o futebol pode esperar. O retorno tem que ser orgânico. Eu respeito a atitude dos outros clubes, mas a responsabilidade dos dirigentes é muito grande. Não tem como fazer treino presencial agora, até que as autoridades venham e comprovam efetivamente que não haveria problema. Não queremos ser taxados amanhã de irresponsáveis. Estamos atravessando um problema sério no Rio de Janeiro, não sabemos a que proporção vai chegar, uns dizem que pode chegar a mil mortes por dia – frisou o presidente.

A sexta-feira foi de recordes alarmantes relacionados à pandemia do novo coronavírus. O Estado do Rio de Janeiro atingiu mais de 1.500 mortes pela Covid-19, após registrar na quinta-feira o recorde de óbitos nas últimas 24h (189). Em relação a todo o país, o número divulgado nesta sexta-feira foi o maior em 24h desde o início da doença: 751 mortes. Já são quase 150 mil casos confirmados em todo o território nacional.

Fonte: Redação FogãoNET e Rádio Globo