O dia 16 de maio é uma espécie de feriado no Botafogo. Motivo? Data de aniversário de Nilton Santos, um dos maiores ídolos do Glorioso. O ex-lateral esquerdo vestiu a camisa do Alvinegro entre 1948 e 1964. Ou seja, foram 16 anos de carreira e apenas um time no currículo.

O legado deixado por Nilton Santos vai além das quatro linhas. Além de estátua em frente ao estádio do clube, que leva o nome de Nilton Santos, em homenagem ao ex-lateral esquerdo, o ídolo foi autor de uma frase famosa: “Seja bem-vindo, mas não fale mal do Botafogo”.

Referência no Botafogo, Nilton Santos serve de espelho para os demais atletas. Com Victor Luis, atual lateral esquerdo titular do time, não é diferente. No clube desde 2016, o jogador está caindo cada vez mais nas graças dos alvinegros.

Victor Luis, que tem contrato com o clube até dezembro, entrou em campo 44 vezes com a camisa do Botafogo e marcou apenas um gol. A disposição demonstrada nas partidas faz o jogador ser peça fundamental no esquema tático de Jair Ventura.

Feliz com o atual momento da carreira e na vida pessoal (recém-casado e vai ser pai em julho), o lateral esquerdo concedeu entrevista exclusiva ao Esporte Interativo. Muito sincero, o atleta falou sobre a idolatria por Nilton Santos, comentou a união dos jogadores no Botafogo e respondeu se a camisa 6 vale mais que a 10 no Alvinegro.

Confira abaixo a entrevista completa com o lateral Victor Luis:

Como é vestir a camisa 6 do Botafogo, a mesma utilizada por Nilton Santos, um dos maiores ídolos do Botafogo?

“Sem comentários. Estar vestindo uma camisa que já foi de um ídolo não só dos botafoguenses, mas também de todo o povo brasileiro, é totalmente gratificante. É inexplicável. Antes de vir para cá (Botafogo), eu não sabia muito sobre a história de Nilton Santos. A partir do momento que fui vendo os torcedores, percebi que a única camisa que tinha o nome em cima do escudo era do Nilton Santos, decidi procurar saber mais sobre o Nilton Santos. Então… representar essa camisa é gratificante. Estou muito feliz e espero vestir por muitas vezes ainda”.

Foto: Venê Casagrande

No Botafogo, a camisa 6 é maior que a 10?

“Para mim, totalmente (risos). Isso aqui já responde tudo (mostrando a camisa do Nilton Santos). Como eu disse, essa é a única camisa que tem o nome escrito. Essa camisa 6 tem muita história. Procurei saber bastante sobre o Nilton Santos. Fiquei muito feliz pelo que li. Estar vestindo essa camisa 6 é muito bom. Dificilmente vai ter outro jogador que chegue perto do que ele (Nilton Santos) foi para o Botafogo”.

Caso conquiste a Libertadores, acha que vai chegar perto do que Nilton Santos foi para o Botafogo?

“Ter outro Nilton Santos é muito difícil. O status que ele alcançou é muito difícil. Mas se eu for 10% do que ele foi para o Botafogo, estou muito feliz”.

Por falar em Libertadores, acha que o Botafogo tem chances o título?

“Acho que a gente tem que sonhar sim. A gente sabe do nosso potencial. Sofremos muito para chegar, mas chegamos. Temos que acreditar no nosso potencial”.

A sua história no Botafogo quase foi interrompida no final do ano passado. Ficou triste com a situação? (O Botafogo havia desistido da renovação de contrato do jogador, que pertence ao Palmeiras. Victor Luis chegou a postar em rede social mensagem se despedindo do Alvinegro)

Foto: Venê Casagrande

“Então… Claro que vem uma tristeza por conta disso. Mas a gente sabe que são coisas que rolam no futebol. Um dia você tem que se despedir do clube. Para mim foi difícil por conta dos amigos que fiz aqui, do espaço que busquei aqui. Sempre acreditei nessa possível volta para cá. Quando tudo ficou decidido, dei graças a Deus por ter conseguido ficar aqui. Me sinto muito bem aqui. Me sinto em casa. O pessoal do Staff, os jogadores, o pessoal da cozinha, o pessoal da limpeza são sensacionais. Isso acaba formando uma família. Fiquei muito feliz de continuar no Botafogo e sei que posso crescer muito ainda aqui no Botafogo”.

Acha que a união entre os jogadores do Botafogo é a maior virtude do grupo?

“Creio que sim. O ambiente é muito leve. Um ambiente onde não tem “grupinhos”. É um ambiente muito leve. Tem jogadores que são experientes, mas ao mesmo tempo parecem que são meninos (risos). Como o Dudu (Cearense), Camilo… eles sempre estão trazendo brincadeiras para unir cada vez mais o grupo. Isso deixa o ambiente leve para desempenhar o melhor em campo”.

Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo

Você está perto de se tornar pai. A sua filha vai ser torcedora do Botafogo?

“Vai aprender a amar o clube igual ao pai. Se Deus quiser, em julho, ela vai estar aqui com a gente. Quando o doutor liberar, ela vai está no campo vestindo o manto alvinegro”.

Confira, abaixo, o vídeo da entrevista com Victor Luis:


Entrevista Victor Luis por EI_futebolbrasileiro

Fonte: Esporte Interativo