Em sete rodadas, seis clássicos. Cinco deles em sequência. Além dos quatro grandes, os times pequenos que obtiveram sua classificação em campo, e, entre eles, dois tradicionais: Bangu e Madureira. A Taça Guanabara começa hoje e zera o Campeonato Carioca. É outra competição. Para os torcedores, o modelo é muito próximo da fórmula ideal de disputa.

A primeira fase, inchada com 16 times divididos em dois grupos, ficou para trás e não deixa saudade, principalmente para o Fluminense. Ao longo de um caminho longo e tortuoso, que começou no fim de janeiro e terminou há uma semana, o time perdeu seu artilheiro Fred para uma lesão na coxa esquerda e o técnico, Eduardo Baptista, reencarnando o velho hábito de um Campeonato Carioca que derruba treinadores.

Nos dois clássicos que disputou, contra Flamengo e Botafogo, o Fluminense saiu derrotado. Foi justamente após a derrota para o alvinegro que Baptista caiu, e o jogo contribuiu para acirrar a rivalidade entre os clubes, em campos opostos também no tapetão político da Federação de Futebol.

— Não creio que seja uma revanche, mas é uma nova história — disse o lateral-direito tricolor Wellington Silva.

Virada a página, e também o turno, o Fluminense entra em campo hoje com técnico novo, Levir Culpi, e com a possibilidade de Fred voltar no Fla-Flu do dia 20, no Pacaembu.

BOTAFOGO É QUESTIONADO POR ATUAÇÕES

Ao contrário do Fluminense, o Botafogo fez um bom primeiro turno, no qual terminou na liderança do Grupo B. Com a defesa menos vazada do Carioca (apenas três gols sofridos), o time manteve um padrão mesmo quando suas exibições não encantaram a torcida. Os melhores momentos foram nos clássicos. Venceu o Fluminense e buscou um empate com o Vasco em 1 a 1.

— Será que foi o Botafogo que surpreendeu ou os outros é que estava muito ruins? — questionou Dé, ex-jogador do clube e hoje na Rádio Globo.

Nem tudo foi perfeito para Ricardo Gomes. Se Carli ganhou a vaga que era de Renan Fonseca e Salgueiro chegou para ser titular, os outros dois estrangeiros decepcionaram. Lizio fez cinco jogos, só dois deles como titular, e um gol. Já Gervásio Núnez fez dois gols em seis partidas, mas perdeu espaço nos clássicos.

— Não dá para ter uma avaliação rápida de estrangeiros, especialmente de meias como Lizio e Gervasio, que podem demorar a responder. Mas o Botafogo precisa imediatamente — avaliou Raphael Rezende, comentarista da SporTV. — Antes do Brasileiro, o clube vai ter que voltar ao mercado. O elenco não vai ser suficiente.

Fonte: O Globo Online