Felipe Conceição foi anunciado como novo técnico do Botafogo. Para muitos, o nome soa como estranho, mas quem acompanhou de perto o Alvinegro no início dos anos 2000 poderá refrescar a memória ao tentar lembrar de um garoto loirinho, recém-promovido da base, que era mais conhecido como Felipe “Tigrão”.

A pitoresca alcunha ganha uma explicação quando se descobre quem foi o autor: Donizete, o ex-atacante que, além da carreira de muitas conquistas, ficou marcado pelo estilo irreverente, característico do futebol carioca daquela época.

O “Pantera” formou ataque com o novo técnico alvinegro em 2001 e nomeou a parceria como uma “dupla felina”.

“Com o Túlio eu joguei em 1998, e com o Donizete, em 2001. Esse safado que criou o apelido, em 2001, disse que era uma dupla felina: Pantera e Tigrão (risos)”, contou o novo técnico do Botafogo, em entrevista ao jornal Lance!.

Após pendurar as chuteiras de maneira precoce por conta de seguidas lesões, Felipe abandonou o apelido e assumiu o sobrenome para focar na carreira de treinador. Ganhou oportunidades a partir de 2013 nas categorias sub-15 e sub-17 do Alvinegro e, aos poucos, foi aumentando seu prestígio no clube, até se tornar auxiliar-técnico de Jair Ventura.

Com a efetivação, o Botafogo segue a estratégia de realizar apostas “caseiras” no comando da equipe profissional.

“Não poderia iniciar a minha carreira como treinador em lugar melhor. Estou satisfeito, honrado pelo convite recebido e muito motivado para trabalhar. A visão de integração entre base e profissional é fundamental e tenho pensamento alinhado com o clube. Precisamos utilizar a base, um ativo do Botafogo. Conheço bem essa geração, trabalhei por quase três anos com esses jovens valores. O Botafogo oferece totais condições para que esses meninos se desenvolvam”, disse Felipe Conceição ao site oficial do Botafogo.

Fonte: UOL