Aos 69 anos, Paulo Mendes aceitou o convite do presidente Nelson Mufarrej para ser o vice-presidente de relações institucionais, cargo criado com a reforma do estatuto em agosto. Paulo Mendes trabalha na área de televisão e entretenimento, além de ser empresário. Em contato com a reportagem da Super Rádio Tupi, ele comentou como deve ser dirigido o trabalho no clube.

– Já vinha tendo contato com a diretoria trabalhando em coisas pontuais como uma espécie assessor da presidência. Fui convidado pelo Mufarrej para ocupar a vice-presidência de relações institucionais, que é um trabalho a ser feito junto aos órgãos governamentais e as diversas entidades que se relacionam com o clube, com a colaboração estreita da parte comercial assumida pelo Ricardo Rotenberg. Vamos desenvolver um trabalho interna e externamente mais transparente possível, sempre usando a ética em conjunto com a diretoria – Disse Paulo Mendes, que avaliou a possibilidade de voltar a ter um patrocínio privado no Glorioso.

– Essa é uma discussão muito presente em torno dos clubes, especialmente os clubes que são patrocinados pela Caixa Econômica Federal. O modelo de uma participação maior dos patrocinadores privados é desejável, se comparado por exemplo ao futebol da Inglaterra onde cada clube tem um patrocinador e quase sempre é um investidor privado. O Botafogo já teve isso em 1995 e em outras oportunidades. Isso é um ponto que está muito relacionado a atual estrutura do futebol brasileiro.

Trabalho como VP Geral na Gestão Maurício Assumpção

O atual grupo político que está a frente do clube combate de forma veemente as ações tomadas pelo ex-presidente Maurício Assumpção, considerado como grande responsável por vários problemas vividos atualmente pelo Botafogo. Paulo Mendes acredita existir uma certa resistência, mas se considera apolítico e disposto a caminhar junto com os atuais dirigentes para buscar soluções visando um Botafogo mais forte.

– Sendo muito claro e transparente eu acredito que haja uma sensibilidade pelo fato de eu ter sido vice-presidente da Gestão anterior. Quando exerci a função de VP Geral sempre busquei ser muito correto, muito educado na minha relação em todas as áreas do clube e acho que isso que prevaleceu nesse convite feito pelo presidente Nelson Mufarrej. Nem todos os problemas que o Botafogo tem foram gerados pela administração do Maurício Assumpção, já vinha de muito tempo atrás. Não cabe a mim defender, julgar e acusar ninguém nem da direção atual e nem a anterior sobre qualquer coisa. Eu comecei na política do Botafogo na eleição do Bebeto de Freitas, portanto, eu não me sinto identificado com A, B ou C. Sou um Botafoguense que vou sempre tentar ajudar o Botafogo porque faz parte da minha vida – Respondeu Paulo Mendes, acreditando que não houve interferência dos irmãos Moreira Salles na escolha do presidente Nelson Mufarrej.

– Nós temos uma boa relação e somos amigos. Eu acho que não houve o pedido deles em relação ao convite que a diretoria fez pra mim. Eu tenho um bom diálogo com os dirigentes e queremos que o Botafogo caminhe pra frente e juntos podemos fazer alguma coisa. Não acho que houve alguma indicação dos Irmãos Moreira Salles para que eu assumisse a vice-presidência.

Projeção do Botafogo para 2019

– Precisa melhorar. Existe uma situação inercial que o Botafogo carrega de uma parte financeira difícil e que exige muito da administração do clube. É um ponto que não acaba pelo menos em um futuro próximo. A perspectiva dos próximos anos é difícil, mas todos precisam dar as mãos e trabalhar juntos para buscar as soluções que são possíveis. Isso passa por uma série de coisas, por exemplo, vender jogadores sem o desejo de fazer isso, para viabilizar a situação financeira. Isso é uma constante no Botafogo que não é de hoje – Concluiu.

Fonte: Rádio Tupi