O 2018 irregular do Botafogo terminou com a defesa sendo vazada 75 vezes nos 62 jogos disputados. A média superior a um gol por jogo não satisfaz retaguarda alguma, e a expectativa óbvia é de evolução para a próxima temporada. Naturalmente, todos os jogadores com incumbências defensivas têm cota de responsabilidade no desempenho citado, mas o miolo de zaga sempre chama atenção.

Ainda não há definição de como se formará a próxima linha defesa alvinegra e quais jogadores protegerão de maneira mais próxima a baliza defendida por Gatito Fernández. O Atlético-MG deseja contar com Igor Rabello, mas tanto o valorizado defensor quanto Marcelo Benevenuto e Carli – os zagueiros que mais jogaram – buscam evolução em 2019.

– Assim como toda equipe, dei a minha parcela de contribuição. Não gosto muito de avaliação individual, já que estamos falando de um esporte coletivo. Sozinho não se consegue nada. Mas fico feliz por ter marcado o gol mais importante da minha carreira com a camisa do Botafogo – disse Carli ao site Esporte 24 horas.

Fora uma possível confirmação da venda de Igor Rabello, é improvável que haja novas contratações para o setor – Yago, contratado para ser o reserva da quarta zaga, atuou em apenas cinco jogos. Helerson não estreou e Kanu fez apenas um jogo.

A média citada acima foi de exatamente 1,21 gol/jogo. Em 2017, em 73 jogos, a média foi inferior: 1,01 gol/jogo. Naquele ano, Renan Fonseca, Emerson Santos e Emerson Silva também fizeram mais de dez jogos, contribuindo com o setor. Se voltarmos um pouco mais, em 2016 (sob as ordens de Ricardo Gomes e, posteriormente, Jair Ventura) a defesa botafoguense levou 60 gols em 65 partidas. Uma média, hoje desejada, de 0,92 gol/jogo.

A diferença pode parecer pouca de um ano para outro, mas somente em 17 ocasiões das 75 neste ano, o Glorioso conseguiu sair de campo sem sofrer campo. A fuga do rebaixamento se deu a partir de uma sequência de vitórias magras. Para completar, em jogos decisivos de mata-mata na temporada, como contra Aparecidense e nos dois duelos com o Bahia, pela Copa Sul-Americana, a dificuldade para sair de campo sem sofrer gol culminou em eliminação.

Os números provam: é preciso evoluir. E por mais regular que sejam os zagueiros do Botafogo, tal evolução também passa por eles.

Fonte: Terra