Na segunda partida contra o Grêmio, pelas quartas de final da Libertadores, em que perdeu por 1 a 0, o Alvinegro atuou melhor do que nas duas partidas contra o Flamengo, pelas semis da Copa do Brasil, e do que no jogo de ida contra o Grêmio pela Libertadores. Mesmo assim, não conseguiu marcar gols — nem na última partida e nem nas três anteriores: 360 minutos sem balançar as redes nos jogos decisivos.

Os principais problemas foram falta de precisão nas finalizações e a ausência de jogadores que possam abrir defesas com o drible.

Na última partida, em Porto Alegre, o Botafogo teve algumas boas chances. Rodrigo Pimpão, Bruno Silva e outros perderam oportunidades de gol. O técnico Jair Ventura já dizia que a vaga na semifinal seria de quem tivesse mais eficiência no terço final, e o Grêmio levou vantagem.

Contra o Flamengo, o Botafogo teve ainda menos oportunidades. A melhor foi perdida por Guilherme, de cabeça, logo no início da partida de volta, que o Rubro-negro venceu por 1 a 0.

Roger, o melhor finalizador do time, teve poucas chances.

Além da finalização, foi vital a ausência do drible. O Alvinegro, quando enfrentou defesas fechadas, não conseguiu quebrá-las. No jogo contra o Flamengo, ambas as defesas estavam bem montadas, mas o Rubro-Negro conseguiu o gol depois de um momento de brilho de Berrío, que quebrou a marcação com um bonito drible em cima de Victor Luis. O Botafogo, enquanto isso, não tinha a opção de driblar e tentou contra-ataques que foram anulados pelo esquema armado por Reinaldo Rueda.

Contra o Grêmio, a ausência do brilho individual fez com que o Alvinegro apostasse tudo na bola aérea, fazendo até com que Carli virasse atacante.

O chileno Leo Valencia e Marcos Vinícius, meias que têm um bom drible, ainda não conseguiram viver boa fase no Botafogo.

Fonte: Extra Online