Alvo do Botafogo para 2019, Santiago Tréllez, do São Paulo, fez seis gols na temporada, quatro a menos do que Kieza e Brenner, artilheiros da equipe no ano. No Tricolor paulista, viveu à sombra de Diego Souza e dos 38 jogos que fez, apenas 14 foram como titular.

É o 2017 de Tréllez, porém, que faz dele objeto de desejo nesta intertemporada. Contratado pelo Vitória no meio daquele ano como uma aposta da diretoria, o colombiano fez dez gols em 23 jogos e foi fundamental para o rubro-negro baiano escapar do rebaixamento na ocasião. O desempenho, fez o São Paulo pagar R$ 6 milhões pelo jogador.

– Ele chegou no Vitória sob desconfiança, não se sabia muito sobre ele. Mas quando jogou foi de grande valor para o time. Acho que foi sub-aproveitado no São Paulo. Criaram uma expectativa grande e isso pode ter atrapalhado. Mas poderia ter sido mais usado – avalia Gustavo Castelluci, da TV Bahia, que acompanhou a jornada de Tréllez no Vitória de perto.

Apesar de não ser um centroavante clássico, já que pode também cair pelas beiradas, Tréllez tem como marca o oportunismo e tem seus momentos de maior brilho perto da área. A maioria de seus gols acontecem apenas com um toque na bola e o colombiano rende melhor quando tem um time jogando em função dele. No São Paulo, sentiu dificuldades ao ser convidado a participar da criação de jogo e algumas limitações para fazer o pivô.

– Faltam alguns recursos para fazer o pivô ou abrir espaço para infiltrações. Precisa de uma equipe de mobilidade que crie jogadas, já que não constrói – comenta Alexandre Lozetti, que faz parte da cobertura do São Paulo no globoesporte.com.

A pouca contribuição na armação é um sinal negativo, já que uma das principais dificuldades do Botafogo em 2018 foi a criação de jogadas e ausência de meias com qualidade para dar o passe decisivo para os atacantes.

Por outro lado, as bolas paradas foram um dos carros chefes ofensivos do Alvinegro carioca. De bom porte fisíco, com 1,85m, Tréllez vai bem em jogadas pelo alto e já fez alguns gols de cabeça em solo brasileiro.

Apesar de não ter tanta mobilidade, Tréllez se destacou jogando por um time reativo, que tinha no contra-ataque veloz sua principal arma. O Vitória de 2017 tinha o colombiano como seu primeiro combatente na marcação, função que ele exerceu bem. Um estilo que pode casar com a proposta de jogo do Botafogo para o ano que vem, que deve ter pontas de velocidade, como Luiz Fernando e Leandro Carvalho, que retorna do Ceará, como escapes para a transição.

Entre as qualidades, o colombiano também é um descrito como um jogador que não desiste. Tem muita raça e vontade de sobra.

Além do Botafogo, o Santos também demonstra interesse em contar com Tréllez, que seria um substituto para Gabigol, que volta para a Itália.

Fonte: O Globo Online