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Olimpíada deve fechar o Maracanã por seis meses e deixar Rio sem futebol

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A Olimpíada fará o futebol carioca reviver em 2016 um problema enfrentado em meados de 2013: a falta de estádio disponível para jogos. Por causa dos Jogos Olímpicos, o Maracanã e o Engenhão devem fechar suas portas para os clubes da cidade. Deixarão, assim, a capital do Estado sem locais suficientes para receber partidas de três grandes clubes do Rio: Botafogo, Flamengo e Fluminense.

Situação como esta já ocorreu de março de julho do ano passado. Durante esse período, o Maracanã esteve em reforma e depois reservado para a Copa de 2014. Já o Engenhão permaneceu interdidato por problemas em sua cobertura. São Januário, estádio do Vasco, funcionou, mas não recebeu muitos jogos de outros clubes já que também serve como campo de treinamento para o Cruzmaltino. A maior parte das partidas dos times cariocas, então, aconteceu em Volta Redonda (a 127 km), no estádio Raulino de Oliveira.

Oficialmente, ainda não se sabe quando o Maracanã e o Engenhão terão de ser fechados para a Olimpíada. Fato é que o evento vai, sim, monopolizar a utilização dos estádios por um determinado período. Período este, aliás, que não deve ser pequeno, principalmente no caso do Maracanã. Segundo o UOL Esporte apurou, a concessionária que administra estádio já conta que o espaço feche por seis meses em 2016.

O Maracanã receberá as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada e Paralimpíada, além de partidas de futebol. Para tudo isso, não precisará de obras. Mesmo assim, terá que ficar fechado durante a Olimpíada e antes disso para a instalação de iluminação especial, tocha, etc.

Só pelos eventos e partidas olímpicas em si, já são quase dois meses de fechamento: de 5 de agosto a 18 de setembro (a Olímpiada vai de 5 a 21 de agosto e a Paraolímpiada, de 5 a 18 de setembro). Já a preparação do Maracanã para os Jogos e as cerimônias deve durar mais quatro meses. Leonardo Gryner, hoje vice-diretor geral do Comitê Organizador da Rio-2016, já havia antecipado o fechamento ainda em 2012.

Nesta semana, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos foi procurado para confirmar as datas de fechamento e reabertura dos estádios. Informou que isso ainda não foi definido. Questionado, o governo do Rio de Janeiro, proprietário do Maracanã, também informou que as datas não foram definidas.

No caso do Engenhão, que receberá as provas de atletismo em 2016, o fechamento para o futebol não deve ser tão longo quanto o do Maracanã. Mesmo assim, já é certo que não serão realizados jogos de futebol no estádio durante e entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Vale ressaltar que o Engenhão já está fechado para reforma desde março de 2013. Deve reabrir no final deste ano.

O Botafogo, que admnistra o estádio, ainda não foi avisado pela prefeitura (dona da arena) nem pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos sobre qual a data de fechamento e reabertura da arena. O diretor-executivo Sérgio Landau espera uma definição para traçar planos para o clube em mais um período sem sua “casa”.

O Flamengo, por sua vez, foca sua atenção no Maracanã. O vice-presidente de futebol do clube, Alexandre Wrobel, informou que ainda não recebeu nenhum aviso oficial sobre o fechamento do estádio, apesar de saber que ele fechará para os Jogos Olímpicos. A restrição, aliás, não agrada o dirigente. “Isso é ruim para todos os times do Rio”, alertou.

Estádios fora do Rio

A Rio-2016 também vai utilizar estádios de outras quatro cidades. Partidas olímpicas de futebol acontecerão em São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília.

Estádios desses locais também ficarão reservados para o evento. Não poderão, por exemplo, receber jogos do Campeonato Brasileiro, que não costuma parar por causa dos Jogos Olímpicos.

Nesses casos, entretanto, a restrição quanto a utilização será mais breve já que só jogos de fases preliminares do torneio de futebol serão realizadas fora do Rio de Janeiro. Na Paralimpíada, não há jogos de futebol. Só há partidas de futebol de 7 e futebol de 5, que não são disputadas em estádios.

Mesmo com o fechamento curto, a insatisfação dos clubes já é grande. Vilson de Andrade, presidente do Coritiba e representante de uma comissão de times, afirmou na terça que os times brasileiros já foram muito prejudicados por causa da Copa. Não aceitarão restrições por causa da Rio-2016.

“Os clubes têm programas de sócio-torcedor. Não podem sempre jogar fora de suas cidades assim: um mês fora”, afirmou ele. “Espero que busquem uma alternativa para isso. Os campeonatos não podem parar, e os times precisam jogar em casa.”

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