Ídolo dos torcedores, Jefferson se aposentou e deixou uma lacuna no Botafogo. Se dentro de campo Gatito Fernandez já havia assumido a posição, fora das quatro linhas o paraguaio terá que mostrar personalidade nos bastidores para alcançar status de liderança como tinha o ex-companheiro.

Algumas virtudes são bem semelhantes. A frieza e a calma para lidar com as situações mais estressantes são evidentes. Se Jefferson era chamado de o “Homem de Gelo”, Gatito Fernández não fica muito atrás.

Além disso, o paraguaio já é visto pelos companheiros como uma personalidade forte e um dos líderes do elenco. Líder que não fala muito, mas que realizar determinadas intervenções quando necessário.

Jefferson conquistou a torcida não apenas por desempenhos fantásticos dentro de campo. Mas também por saber dizer sim em momentos delicados do clube como o do segundo rebaixamento, em 2014. Ele recusou propostas de outros clubes do Brasil e até do Tottenham-ING para jogar a Série B pelo Botafogo.

Gatito chegou em momento mais tranquilo, com o time disputando a Libertadores. Foi decisivo para a conquista do título Carioca, mas nenhum momento fez o torcedor do Botafogo ser tão grato ao goleiro como na reta final do último Campeonato Brasileiro.

O Alvinegro vivia situação delicada e jogava com o terceiro goleiro. Ameaçado pelo rebaixamento, o time contou com o retorno de Gatito contra o Corinthians, no Nilton Santos. O retorno foi espetacular. O paraguaio fez uma defesa no último lance e assegurou a vitória.

Ali o time deu início a uma arrancada de seis jogos sem perder (cinco vitórias sendo quatro delas consecutivas). A arrancada foi fundamental para manter o Botafogo na elite e isso muito se deve à volta de Gatito Fernández.

Sem Jefferson, o paraguaio convive pela primeira vez desde que chegou ao Botafogo com o status de titular absoluto. Frequente mente convocado para a seleção do paraguaio, Gatito exigira bastante do goleiro reserva e, portanto, a diretoria busca um goleiro experiente no mercado.

Fonte: UOL