O técnico Oswaldo de Oliveira voltou no tempo para recordar sua passagem pelo Botafogo, nos anos de 2012 e 2013. Campeão carioca e com campanha que permitiu o retorno à Libertadores, o treinador guarda boas lembranças. Ele contou como foi a chegada.

– Estava decidido a retornar ao Brasil. Foram cinco anos direto no Japão, minha mãe estava velhinha e meu filho com idade escolar, em Kashima não tinha escola internacional. O Anderson Barros me ligou e disse que o presidente Mauricio Assumpção queria conversar comigo, falei ótimo. Acertamos tudo. Vivi dois anos excelentes no Botafogo, muito feliz. Trabalhei com tranquilidade, tenho amigos. Você conhece o Maurão, o motorista? Isso é ouro em pó. Chuchu, Everaldo, Ivan, Almeida, os caras são fenomenais – afirmou Oswaldo ao Canal do TF.

As lembranças de Botafogo vêm de outra época. Oswaldo de Oliveira sempre teve admiração pelo clube.

– Lembrar as coisas de Botafogo é muito gratificante. Trabalhei duas vezes, a primeira como preparador físico em 1980. Na verdade na vida toda estive ligado. Desde garoto gostava der aqueles timaços do Botafogo na década de 60, time maravilhoso que eu gostava muito de ver. A primeira memória é Garrincha. Um dia, em 1963, era sócio do Bangu, fui assistir no Estádio Proletário Bangu x Botafogo. Nem lembro o resultado do jogo, só um drible que o Garrincha deu em um lateral-esquerdo chamado Nilton dos Santos, não era Nilton Santos. O Garrincha deu um pulo por cima da bola, o Nilton saiu do campo e se agarrou no alambrado. Quem viu o Mané jogar sabe que foi incontestável – garante.

Porém, restou uma frustração na saída. Com a promessa de ser o treinador durante os três anos da segunda gestão de Mauricio Assumpção, ele não permaneceu no fim de 2013, após conquistar a vaga na Libertadores. Com o Botafogo em crise financeira, o ex-presidente apostou em Eduardo Hungaro.

– Dói muito, mas ele (Mauricio Assumpção) não conseguiu (manter Oswaldo). O Botafogo ficou em situação difícil. Três meses antes de o ano acabar, falei com ele que queria ser o treinador da gestão inteira e jogar a Libertadores. Ocorre que não pegou só em mim. Saíram muitos jogadores. Não tenho conhecimento de tudo que se passou para dizer exatamente o que aconteceu. Conversou comigo e disse que não ia conseguir dar conta. Tenho sentimento muito grande porque queria jogar aquela Libertadores, via time unido e um grupo muito responsável. Achava que se contratasse um ou outro faríamos uma Libertadores muito boa. Era ganhável – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do TF