O técnico Oswaldo de Oliveira espera definir em breve o seu contrato com o Santos para a próxima temporada. O treinador disse nesta quarta-feira que vê “com muita satisfação” o interesse da equipe paulista e que está perto do acerto.

– Vejo com muita satisfação o interesse de um clube onde já passei duas vezes (uma como auxiliar e outra como treinador). Não tive ainda contato com ninguém da diretoria, mas creio que teremos nos próximos dias. Espero poder trabalhar no grande Santos outra vez – disse o técnico, durante a Footecon, fórum internacional de futebol que acontece no Rio de Janeiro.

Durante a entrevista, o treinador lamentou a saída do Botafogo. Ele tinha contrato até 31 de dezembro, mas o clube decidiu não renovar depois de dois anos de trabalho.

– A saída eu lamento. Acredito muito em continuidade do trabalho, apesar de ter conseguido algo raro, que é ficar duas temporadas no clube. Ainda acredito que a continuidade nos daria oportunidades de desenvolver um trabalho cada vez melhor. O clube decidiu interromper e a partir de dezembro qualquer uma das partes poderia tomar essa decisão. Eu gostaria de permanecer, participar da escolha dos jogadores e quem sabe da disputa da Libertadores.

Perguntado sobre o que deu certo e errado no Botafogo, Oswaldo disse:

– O que deu errado ia passar a dar certo. Com o tempo, todas as questões vão evoluindo. E gradativamente tudo ia ser superado. Mas o Botafogo tem condições de seguir em busca de objetivos maiores. Fui muito feliz no Botafogo, com uma comissão técnica impecável e jogadores sensacionais – disse o técnico, lamentando a saída de jogadores como Vitinho e Fellype Gabriel.

– Tivemos transtornos como todos os clubes têm. Agora, os desfalques que o Botafogo teve com a perda de peças importantes, nenhum outro clube sofreu. É claro que fizeram falta no momento decisivo.

Oswaldo aproveitou para elogiar o ex-auxiliar Eduardo Húngaro, cotado para assumir o comando técnico da equipe.

– Se o Botafogo apostar no Duda fará uma ótima escolha. Ele é inteligente e sabe trabalhar o lado individual e coletivo – encerrou.

Fonte: O Globo Online