Pacotão do Botafogo: vitória com vibração de Seedorf e explosão de Julio Cesar

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Considerando-se que o adversário era o atual campeão da Libertadores e o jogo anterior, contra o Flamengo, havia sido trágico, ficou de ótimo tamanho a vitória de 1 a 0 do Botafogo sobre o Atlético-MG, neste sábado, no Maracanã. E mais pela capacidade de reação do que pelo rendimento. O time não foi brilhante, mas foi eficaz: soube lidar com o Galo e saiu vitorioso em jogo que teve um Seedorf especialmente vibrante (até carrinho teve) e um Jefferson ainda mais frio (destaque para o drible que deu dentro da área). Se a torcida se mostrou disposta a pressionar, como evidenciou em uma faixa exigindo vaga na Libertadores, o elenco respondeu com mobilização. Julio Cesar, autor do gol da vitória, explodiu na comemoração. Vaiado instantes antes, desabafou na direção das arquibancadas e levou a mão ao ouvido, como se pedisse para os críticos repetirem a corneta.

o comando de SEEDORF

A vibração de Seedorf em campo foi visível. Até carrinho o holandês deu, no segundo tempo, provocando uma comemoração quase de gol entre os torcedores alvinegros. Sem a bola, o camisa 10 orientou e cobrou os colegas o tempo todo. Também esteve em boa noite técnica. Errou passes, mas quase fez um golaço no primeiro tempo, quando chutou de primeira, com a perna canhota, muito perto da trave direita de Victor. Seedorf saiu de campo aplaudido pela torcida aos 23 minutos do segundo tempo, quando deu lugar a Lodeiro. Depois da partida, destacou a capacidade de reação da equipe no primeiro jogo após a goleada sofrida para o Flamengo na Copa do Brasil e assegurou que o elenco está unido na missão de colocar o time na Libertadores.

A resposta de julio cesar
Foi um belo gol. Aos seis minutos do segundo tempo, Julio Cesar pegou a bola pela esquerda, se livrou de dois marcadores, tabelou com Gilberto e recebeu de volta. No primeiro chute, Victor defendeu; no rebote, porém, o lateral empurrou para o gol. E desabafou na comemoração. Vaiado pouco antes, ele mirou a torcida e afirmou: “Fala agora! Fala!”. Em seguida, levou a mão ao ouvido, como se pedisse para os críticos repetirem a corneta anterior. Sobrou até para uma placa de publicidade, chutada pelo camisa 6 na euforia pelo gol.

A pressão da torcida
Antes mesmo de começar o jogo, a torcida do Botafogo evidenciou seu sentimento para o elenco com uma faixa que dizia que a Libertadores era obrigação. Outra mensagem avisava que o clube não é lugar para covardes. Tratava-se, claro, de uma reação à queda para o Flamengo na Copa do Brasil. Os jogadores foram a campo pressionados, necessitados de vencer a partida. No primeiro tempo, houve momentos de impaciência, uma ou outra vaia, mas a atuação sólida da equipe acalmou os ânimos. Na etapa final, com o gol marcado por Julio Cesar, a crítica virou apoio. E assim seguiu até o final, com a comemoração pela vitória. A faixa, porém, continuou lá, em um aviso de que o mínimo que os alvinegros esperam é estar no principal torneio continental em 2014.

A frieza de jefferson
Haja sangue frio. Aos 41 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Bolívar recuou a bola para Jefferson. O goleiro, dentro da área, encaixou o corpo e preparou o balão para o campo de ataque. Porém, o lateral-direito Marcos Rocha, do Atlético-MG, apareceu na frente dele. O camisa 1 do Bota não teve dúvidas: limpou o adversário com um drible curto, típico de quem tem intimidade com a bola. Deu certo (mas, se desse errado, seria quase certeza de gol para o Galo). Com as mãos, o goleiro teve a segurança de sempre, saindo bem em cruzamentos e espalmando chutes de fora da área. Só perdeu a paciência em duas reposições de bola, quando não viu os colegas bem posicionados para receber seu passe.

A mobilização
A dor une. No primeiro jogo após a goleada sofrida para o Flamengo, com consequente eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil, o elenco do Botafogo se mostrou mobilizado. A comemoração do gol de Julio Cesar foi emblemática. Enquanto os atletas do setor ofensivo celebraram perto da torcida, os demais jogadores se abraçaram no setor central do campo – excetuado o goleiro Jefferson, com a solidão característica dos goleiros. Nos minutos finais da partida, o técnico Oswaldo de Oliveira teve que pedir para que os reservas se sentassem, sob pena de serem advertidos pela arbitragem, já que todos estavam na área técnica pedindo o apito final do árbitro. Assim que terminou o jogo, os atletas vibraram e se abraçaram.



Fonte: Globoesporte.com
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