Após campanhas abaixo do esperado no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil, o Botafogo reencontrou o caminho de um futebol competitivo com a chegada de Eduardo Barroca. O treinador, mesmo com pouco tempo para desenvolver seu trabalho, conseguiu “dar uma cara” ao Alvinegro na primeira parte do Campeonato Brasileiro.

Com 15 pontos conquistados de 27 disponíveis no Campeonato Brasileiro e a classificação para a terceira fase da Copa Sul-Americana, Eduardo Barroca teve êxito no seu primeiro objetivo: conquistar resultados a curto prazo. Agora, com a parada para a Copa América e a intertemporada, o treinador terá tempo para melhorar o desempenho e o conjunto da equipe – e o sistema ofensivo deve ser um dos pontos focados pelo comandante.

Os resultados e as boas atuações defensivas se tornaram rotina nas partidas do Botafogo, mas o desempenho na segunda metade do campo ainda depende de individualidades para render. Não à toa, o Alvinegro é, ao lado de São Paulo, Fortaleza e Vasco, o quarto pior ataque do Campeonato Brasileiro, com oito gols marcados nas nove primeiras rodadas.

Por essa razão, Eduardo Barroca está preocupado em melhorar a produção do Botafogo no campo de ataque. Por isto, os treinamentos da equipe desde que conta com todos os atletas disponíveis – eles se reapresentaram no dia 24 de junho – é focado em cenários de ataque. Criação de jogadas através do toque de bola no campo defensivo, cruzamentos e situações de bolas paradas são fatores comuns nas atividades do clube de General Severiano.

As atividades sugerem um Botafogo ainda mais ofensivo na segunda parte do Campeonato Brasileiro. A valorização da posse de bola, estilo conhecido de Barroca, vai, aos poucos, sendo cada vez mais presente dentro do Alvinegro. Inicialmente, os jogadores ficaram marcados pela troca de passes apenas no campo defensivo, mas a intenção é que as triangulações se tornem comuns na segunda metade do gramado.

Fonte: Terra