Por que há críticas na imprensa sobre o projeto Botafogo S/A e comentários como “é uma forma de dar calote nas dívidas”? A pergunta foi levada pelo jornalista Fabiano Bandeira ao Diretor-Executivo do Ibope Repucom, José Colagrossi, em live realizada no último sábado.

Segundo Colagrossi, o problema é como o Botafogo é enxergado pela opinião pública.

– Parte da imprensa não leva o Botafogo a sério, por causa dos resultados mais recentes e dívida impagável. Não é que não levem a S/A, não levam o Botafogo a sério. Há questão ideológica, quando pensam em S/A pensam em privatização, como se alguém fosse assinar um cheque e comprar o clube. É uma combinação de não levar o Botafogo a sério, de achar que vão privatizar o clube e de os prazos dados na imprensa não terem sido cumpridos. Gerou um certo descrédito. Claro que não é fácil, é um processo novo. O projeto do Botafogo é muito melhor do que o que está no Congresso. Melhor para o clube, mais inteligente, solução mais elegante, o Botafogo social continua. Não estou à frente do processo, mas falo com os responsáveis, que estão otimistas. A notícia boa é que eu acho que vai acontecer. A notícia ruim é que, se não acontecer, não tem plano B. Se não decolar, não sei como o Botafogo sobrevive – explicou José Colagrossi ao Canal do Fabiano Bandeira.

Para o executivo, a solução do Botafogo passa por grandes conquistas e ídolos.

– Na mídia, a última vez que o Botafogo foi tratado regularmente como grande foi no período do Seedorf, brigava com Corinthians e Flamengo. Teve mais jogos em TV aberta, era comentado nas mesas redondas, porque era um orgulho o Seedorf jogar no Brasil. Contratar jogador como Honda e Seedorf ajuda, ter time competitivo ajuda, mas no final o que conta é título, é campeonato. Para ser respeitado tem que ganhar campeonato regularmente, não um título nacional a cada 20 anos ou um estadual a cada quatro anos. Enquanto não se estruturar, o que acho que vai acontecer com a S/A, ser time competitivo, estar na Libertadores regularmente, conquistar uma Copa do Brasil, não adianta. É clube esportivo, o que conta é o resultado. Tem que voltar a renovar a base de torcedores, isso só se faz com conquistas em campo. Quer ser levado a sério? Seja competitivo – concluiu.

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do Fabiano Bandeira