Em campo, os jogadores conseguiram a vaga do Botafogo na Libertadores e ganharam merecidas férias. Fora dele, não há momento de descanso para o departamento de futebol. É hora de usar a classificação e barganhar melhores contratos de patrocínio. Ciente de que a visibilidade da marca do clube alcançará o mercado sul-americano, o alvinegro pode ter alguma novidade na camisa de estreia na competição sul-americana, no dia 29 de janeiro, contra o Deportivo Quito, no Equador. A partida de volta será a 5 de fevereiro, no Maracanã.

— Pode ter alguma marca nova, sim. Com a vaga, é possível entrarmos até no mercado latino-americano, abre as portas para outros tipos de patrocinadores — disse o presidente Maurício Assumpção, que conta com a análise feita por uma consultoria sobre a valorização da marca do Botafogo. — Nós sabemos os números, já temos nossas metas, sabemos quanto valem as propriedades da camisa.

Atualmente, o Botafogo possui três patrocínios na camisa de jogo. O principal é do grupo Vitton 44 (Guaraviton e Guaravita), que estampa sua marca no meio da parte da frente, nas mangas e nas costas do uniforme (acima do número e abaixo do nome dos jogadores). O segundo é o Havoline, presente na barra inferior da parte frontal e no peito à direita. Por último, a Herbalife, na parte de trás do calção de jogo. As três empresas estão com o clube há três anos e, nesta temporada, só do patrocinador master foram cerca de R$ 20 milhões.

Como todos os contratos vão se encerrar no fim do ano, o clube espera faturar mais numa possível renovação. A prioridade, por contrato, é das três empresas atuais. O alvinegro acredita na manutenção do patrocínio master, que tem tido crescimento anual significativo desde que passou a estampar a marca no uniforme do Botafogo e que Seedorf assinou com o clube, no ano passado. A visibilidade da empresa também tem levado outros clubes a sondá-la.

A permanência do astro do elenco é outro fator decisivo na renovação e na assinatura de novos contratos de marketing. Por isso, a diretoria espera o retorno do holandês das férias para tratar da prorrogação do seu contrato, que acaba no fim de junho, antes das datas finais da Libertadores, que serão em julho.

Independentemente dos valores — a maioria já consta da previsão orçamentária —, o clube não abrirá os cofres por causa da competição. Tudo para se adequar ao Proforte, projeto para solucionar as dívidas dos clubes, que passa por análises em comissão no Congresso Nacional.

Fonte: O Globo Online